No Brasil, e em muitos países do mundo, a Democracia representativa está em crise. A Democracia Participativa surge como uma força democrática substitutiva. Essa tem como sua característica a não remuneração dos  seus membros. As consultas populares e as audiências públicas, quando bem conduzidas, também são um excelente instrumento de democracia participativa além dos Conselhos Econômicos e Sociais.

A democracia representiva já foi um exemplar instrumento democrático, mas as eleições para a escolha dos seus representantes tornou-se um lugar por demais acolhedor de corrupção pela audaciosa compra dos votos dos eleitores carentes. A pobreza é a melhor amiga da corrupção eleitoral.  O instituto da reeleição obriga a que os que desejam se manter no cargo lutem desesperadamente pela sua recondução. Se isso não fosse possível a corrupção ainda resistiria, mas em menor grau de virulência. Sou contra a qualquer tipo de reeleição para qualquer tipo de cargo. O candidato a representante, em muitos e muitos casos, pela sua proximidade com o Poder Executivo e este em si mesmo, desenvolveu mecanismos de corrupção que vão muito além do imaginável para retirar dinheiro do Executivo para custear as campanhas eleitorais  cada vez mais caras. É um circúlo vicioso.

Mas não há corrupção sem corruptores. Corruptor é aquele, que não é do governo, mas está colado nele, como fornecedor de serviços e por onde passa, necessariamente o dinheiro que sai do governo. Torna-se assim a porta da corrupção com super faturamentos, licitações viciadas, etc. Nenhum estado é imune a isto, muito menos Roraima. Surgiu no Brasil um Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. Trata-se de uma parte mais consciente da sociedade que deseja um Brasil melhor com os recursos orçamentários sendo empregados em melhoria dos serviços públicos de interesse coletivo. Quanto mais pobre o país mais corrupto ele é. E o Brasil é um país ainda pobre, mas com um imenso desejo de avançar social, econômica e culturalmente. Seus avanços são tímidos. No governo Lula o país avançou socialmente. Milhões de miseráveis deixaram essa condição e passaram para a pobreza, muito pobres ascenderam para a classe média, mas ao mesmo tempo surgiram os escândalos por exemplo dos “mensalões”. Vem agora um candidato e diz que o “Brasil pode mais”. E pode mesmo. Basta cumprir o que está na Constituição Federal em seu art.37 quando enumera os Princípios Constitucionais que regem a Administração Pública brasileira: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Quem está na Administração do país em qualquer nível e que não cumpre esses princípios comete crime de improbidade administrativa se suja sua ficha de representante quer seja no Executivo, no Legislativo e mesmo no Judiciário. O Movimento de Combate a Corrupção Nacional levantou a chamada Ficha Suja (ou limpa de alguns) dos representantes (políticos) com o propósito de alertar os eleitores e tentar diminuir a taxa dos que pretendem se eleger mas estão maculados. O site www.mcce.org.br dá as coordenadas. O projeto já foi pro beleleu nas Casas Legislativas, mas a vontade popular não. Já o site http://www.excelencias.org.br/ traz detalhes da ficha de cada um dos atuais políticos em atividade basta aciona-los para ficar por dentro de tudo. Daí para frente a ação é com cada um de nós. Que tenhamos uma boa sorte.!!!

PS.: Qual sua participação na exclusão dos corruptos da vida nacional? O que você tem feito para que isso aconteça?

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