Durante 48 anos, Roraima foi um Território Federal. Tinha apenas um “Governador” nomeado pelo Presidente da República. Muitos governaram aqui sem nunca antes terem pisado o solo roraimense. Ignoravam tudo daqui. Mas governar um Território Federal era o máximo de uma ação na administração pública recheada de falta de compromisso. O cara não era daqui nem tinha vindo para ficar. O orçamento público só tinha, “basicamente” a coluna da despesa. A receita vinha de Brasília do Ministério que supervisionava o Território. Então o “governador” não tinha preocupação em desenvolver Roraima, pois ele não dependia das receitas para seu orçamento. O Território Federal não tinha a função fazendária. A história é longa, mas em linhas gerais o “governador” não se preocupava com o desenvolvimento local, mesmo porque a priodidade era a Segurança Nacional.

Pois bem, com esse desenho Roraima, em 1988, foi elevado a categoria de Estado membro da Federação. Como estado, ele deveria se manter com seus próprios meios. Mas que meios? Se nele não havia a cultura de pagar imposto, de desonvolver a iniciativa privada, de trabalhar fora do âmbito estatal?

Resultado: ainda hoje, decorridos 22 anos, a arrecadação de recursos próprios de Roraima. Imposto pago aqui, não passa de 27% do orçamento. Ou seja gastamos 100 mas só temos 27 para pagar a conta. E o que acontece para fechar tudo? Vamos para Brasília de pires na mão, dependemos do Fundo de Participação dos Estados, ficamos pendurados nas emendas parlamentares e por aí afora. Ou seja quando era Território Federal não nos desenvolvemos por irreponsabiliodade do Governo Federal que não tinha um plano para tal. Com Estado estamos de pires na mão e gastamos o que não podemos. Tem futuro?

PS. Você conheceu o Território Federal? Hoje seria melhor que voltássemos à condição de Território Federal já que tudo depende de Brasília? Qual a vantagem de ser Estado?

  1. 23 de April de 2010

    Olá… nesse serei breve! (Assim espero)

    O que deve-se fazer é bater lata! Não quebrar o pires. Ainda mais esse nosso que é de porcelana! Qualquer coisinha trinca!
    Não sou muito a favor desse termo… mas as REVOLUÇÕES estão aí pra isso!
    Esperar não adianta? Então reclama!
    O Estado é, sem dúvida, a melhor opção! Temos assim, garantias! Só não são lembradas por uma população que não as conhece! E, infelizmente, se soubesse, grande maioria não as entenderia!
    Boa Vista ficou num mar de esquecimento… inclusive por governantes! Todos sabem da história! O que não podemos fazer é ficar mais 22 anos de braços cruzados!
    Uma coisa é certa. Gerações futuras de políticos justos e comprometidos com o Estado de Roraima devem ser moldados! Porque, os que aqui estão, nada fizeram, nem tão pouco farão!

    Digamos mais. Boa Vista agora é Zona Franca, não é isso? Cadê o incentivo para que as indústrias venham pra cá? Ou isso foi só mais uma forma de fazer com quem os críticos se calassem?

    Pensem nisso!

  2. 23 de April de 2010
    Ronaldo Bezerra

    Não é que seja contra ou favor do Estado, ou do Território mas prezo pela eficiência da administração pública, da responsabilidade dos gestores públicos, da própria sustentabilidade econômica do Estado, embora seja utópico mas acredito nessa gente e, no povo.
    A crítica que faço, é em nome dos cidadãos que aqui nasceram, cresceram, e residem e, daqueles que escolheram o Estado por opção, ou por alguma razão desembarcaram nessa terra, tão acolhedora e promissa, ainda tem muito a ser descoberto e explorado, pois desde que aqui cheguei,há 15 anos atrás, muitas transformações aconteceram e, isso é natural, é óbvio que o mundo passa por mudanças e, aqui não seria diferente, embora esquecido mas é BRASIL, acho que precisamos é de HOMENS, que olhe para o ESTADO, mas também para seu semelhante, sejamos mais humano, e fraterno é assim que vejo…

Comments

Post a comment

You must be logged in to post a comment.