Sabemos que Roraima está localizado no interior do continente. Não tem saída para o mar. As riquezas do mundo notadamente mercadorias pesadas, minérios, etc acessam outros mercados pelos mares. Torna-se imprescindível uma boa conexão com um oceano e uma saída marítima para essas mercadorias.

Pela localização de Roraima as alternativas de saída são:

1- Por Manaus, porto fluvial, distante 1.500km da foz do Rio Amazonas onde encontra o Atlântico;

2- Georgetown, na Guiana, distante 660km por terra, mas onde ainda não foi construído um porto de águas profundas;

3- Venezuela. Sendo que naquele país as alternativas são: Puerto Ordaz, fluvial e sem infra- estrutura e sem possibilidade de atracação de grandes navios; Puerto La Cruz, marítimo e de boa qualidade, distante 1.400 km e Caracas, distante 1.700 km.

Precisamos raciocinar e desenvolver uma concepção de saída para os produtos de Roraima ( e entrada de insumos)  que se hoje ainda não existem em quantidade para serem exportados poderá, quem sabe, haver no futuro.

Dentro de um quadro de limitações que tem de um lado as barreiras não tarifárias que podem ser impostas pelos países vizinhos e de outro a nossa precária conexão com o restante do Brasil e até a distância dos mercados nacionais, que alternativa devemos pensar? Venezuela, Guiana ou Manaus?

PS. Emita sua opinião e se possível justifique

  1. 26 de April de 2010
    Milton Nascimento

    Esstamos numa “sinuca de bico”. Se por um lado a Guiana não tem recursos para construir ou ampliaar seu porto por outro lado, temos problemas de fronteiras com a Venezuela (vide caminhoneiros) e não temos uma estrada confiável para o Amazonas (BR-174).Que fazer então? Já que não podemos resolver nada a curto prazo, o negõcio é investir na construção de uma ferrovia Manaus – Georgetown.Mas enquanto isso áinda não está no papel, o negócio é investir na reforma da BR 174, uma vez que existe recursos para tantoe, sobretudo, vontade.Porém, continuaremos na mesma de agorapor maios algum tempo. Viram? Não é tão simples como parece!

  2. 26 de April de 2010

    Professor Aimberê,

    Penso que Roraima [o Brasil, pra ser mais preciso] não pode trabalhar com apenas uma alternativa. Deve e precisa viabilizar as duas alternativas mais próximas: Venezuela e Guyana. Para ambas os obstáculos são muitos, mas contornáveis. Creio.

    Vejamos: na Venezuela contamos com o risco de mudança de humor do presidente Chavez. Mas um acordo internacional bem amarrado, com vantagens para ambos os lados, pode resolver essa questão.

    Na Guyana, o que pega é a falta de infraestrutura. Por se tratar de um país pobre, ainda que colonizado por uma Nação rica, o Brasil precisará trabalhar com acordos de cooperação que possibilitem criar a infraestrutura necessária para o escoamento dos produtos nacionais, como um porto de águas profundas, por exemplo.

    Essas são questões macro que precisam ser tratadas e resolvidas com um olhar macro. Talvez o que dificulte a solução desses problemas não seja a dimensão deles, mas o pensamento micro dos nossos políticos e dos políticos dos países vizinhos.

    Grande abraço.

  3. 28 de April de 2010

    Fala-se muito durante esses 21 anos de instalação do estado que a saída para os nossos problemas é a Venezuela e Guiana. É também o Amazona, o Brasil como um todo etc. São 21 anos no mesmo discurso, porém, em Roraima são poucos os sinais de que isso possa ser um projeto viável a curto prazo. Nossa energia é inconfiável, nossas estradas não oferecem condições de trafegabilidade, não temos produção em escala e mesmo que derrepente nossos produtores começassem a produzir descobririamos que não temos capacidade nehuma de armazenamento, ou seja, se produzissemos teriamos que vender tudo rapidinho para os produtos não estragarem. Seriamos presas fáceis para vender ao preço que nossos compradores quiserem. Penso que o estado precisa ser melhor planejado.

  4. 28 de April de 2010
    Andrea Adams-Hanoman

    Guiana! E vai ser por aqui. Eh soh esperar! :#

  5. 10 de May de 2010

    Só precisa de estratégica, principalmente na Política, a onde há muitas barreiras para que isso aconteça.

Comments

Post a comment

You must be logged in to post a comment.