Partidos de pequeno porte resolveram unir suas siglas em Roraima para ter mais força junto ao eleitorado e lançar nomes que possam arrebanhar vagas dos partidos maiores.

O grupo, batizado de G8, declinou do apoio oficial à reeleição do governador Anchieta Júnior (PSDB) para manter as candidaturas ao Senado de pelo menos dois nomes, o que seria impossível pelo entendimento dos magistrados do TSE caso se mantivesse o apoio a candidatura para o governo.

O G8 é formado pelo PV, PC do B, PSL, PRP, PRTB, PRB, PDT e PSDC e foi formado desde setembro do ano passado, quando passou a promover reuniões frequentes.

A prioridade do grupo é a manutenção da aliança em torno da eleição de deputados federais. Pelos cálculos feitos pelos integrantes do G8, seriam lançados pelo menos 24 candidatos a deputados federais e 200 a deputado estadual. A meta é eleger entre 7 e 9 deputados estaduais e pelo menos 2 deputados federais.

O professor Aimberê Freitas (PV), que já foi prefeito de Boa Vista e disputou eleição para vereador, explicou que o G8 é válvula de escape que permite novas possibilidades para os pequenos partidos. “O G8 é a antitese da radicalização. Tem ideias e propósitos e quer que seus representantes sejam a verdadeira voz de Roraima”, comentou.

O tempo de televisão no horário eleitoral gratuito também será melhor aproveitado com a criação do grupão, assim como serão melhor utilizadas a distribuição de material gráfico e realização de reuniões. O G8 considera que fica em desvantagem financeira diante das candidaturas devido à inexistência de financiamento público.

As candidaturas dos pequenos partidos representam uma resposta à já habitual polarização de candidaturas de grandes grupos. “Representamos uma nova alternativa”, ressaltou Aimberê.

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