O exercício da medicina é uma ação científica que necessita de muitos anos de estudo, prática e dedicação. Uns dizem até que a medicina é um sacerdócio.

Não há dúvida, por exemplo, de sua grande importância para a sociedade. Precisamos cada vez mais de médicos e nas mais variadas especialidades. No caso específico do Norte do Brasil a necessidade de médicos é bem maior que no Sul e Sudeste.

Já o exercício da política é igualmente útil, importante e necessário, mas com características bem diversas. O homem para se dedicar e fazer bem o exercício político tem que ser familiarizado com vários temas da sociedade como democracia, economia, filosofia, direito, finanças, política enquanto ciência, sociologia e outros temas bem diferentes da medicina.

Ocorre que muitos misturam os dois exercícios. E é essa mistura que muitas vezes complica, para a sociedade,  ou não. As vezes a sociedade ganha um político apenas razoável e perde um grande médico e vice-versa. Não se pode evidentemente imaginar proibir de um médico fazer política. Mas ele tem que ter a consciência dessa duplicidade e procurar exercer, antes de tudo seu sacerdócio da medicina (que é para raros seres humanos) e procurar compatibilizar com seu exercício político. É difícil? Sim, mas possível. Dependendo da pessoa e de sua percepção.

P.S.: Qual é sua opinião? Você está favor ou contra esse tipo de trabalho duplo?

  1. 23 de July de 2010
    Wirlande da Luz

    Meu caro Aimberê
    Analisando o artigo do eminente professor, vou aqui emitir minha opinião.
    Desde o aparecimento da humanidade e sua organização como sociedade, os estudiosos em comportamento dos seguimentos sociais, vêm comparando a profissão de médico e de professor como profissões sarcedotais, que devem, assim como os religiosos se entregarem ao próximo sem nada receber em troca, apenas pelo encantador fascínio de fazer e pregar o bem.Puro engano, a medicina não pode jamais ser comparada ao sacerdócio, que trata de assuntos religiosos, até porque a medicina tem como alicerce unicamente o conhecimeto comprovadamente científico.
    Por que não o médico na política? Todo ser humano tem suas necessidades pessoais e querem suprí-las. E entre as necessidades a serem supridas algumas são essenciais outras nem tanto.
    O conhecimento e a prática política é uma necessidade que para alguns podem não ser essenciais, mas para muitos é mais que isso.
    Respondendo precisamente a sua indagação (trabalho duplo)entendo que há perfeita compatibilidade entre a política e a medicina, até porque, como já me referi acima, a medicina é uma atividade científica e a política também requer conhecimentos cientificos, por isso estudamos ciências políticas. O grande problema é que a imensa maioria não ver a política como ciência, por isso não a pratica com ética.
    Por falar em ética, a medicina se confunde com a ética, não há médico que não tenha estudado ÉTICA, no entanto não conheço nenhum político (exceto médico) que tenha qualquer conhecimento ético.

    Quanto a questão da carência de médicos na região norte, este é um problema que pode ser resolvido com um Plano Nacional de Carreira, Cargos e Vencimentos para o médico brasileiro, só assim nos conseguiremos interiorizar o médico, colocando profissionais em todas as regiões do país. Aí é que entra a participação do médico político e não a do político médico.

    Fico a disposição do nobre professor, caso queira debater o assunto degustanto um bom café ou quem sabe um bom vinho.
    Abraços.

  2. 24 de July de 2010

    Meu caro Dr. Wirlande da Luz,
    Concordo contigo. Todavia é necessário que a população não tenha dúvidas em relação à compatibilizacão entre um exercício profissional permanente, no caso a medicina e a política onde as pessoas não deveriam encarar com profissão, mas sim de como uma eventualidade. Voce é médico permanentemente, mas é político por algum tempo.
    Quando se eleje um médico para uma função, não se está perdendo um médico, mas ganhando um político.
    Quanto à ETICA discordo de você. Não é só o médico que estuda e usa a ética. Ou em outras opoalavras a ética não é privativa do medico. Todos e em especial os que tratam com outros seres ( na política especialmente) devem ser éticos. Aí no sentido amplo em que o “paciente”não é o indivíduo mas os indivíduos coletivamente. Um político aético é plenamente dispensável.
    Por fim, vamos combinar um dia para conversarmos sobre isso e ourtros temas, sob a inspiração de um vinho.
    Com estamos em plena campanha política e como temos 2 votos para o Senado e você é um canditado forte. quando encontrar alguém que ainda não tenha a segunda opção de voto, indique-me com o 433.

  3. 2 de August de 2010
    PAULO VIEIRA

    Concordo com alinha de pensamento do professor Aimberê. Não é porque alguém não teve na grade curricular a disciplina ética que a mesma não a conheça e não a exercite. Os médicos fazem o juramento de hipócrates e depois a grande maioria esquece. A medicina é um sacerdócio sim, e como sacerdócio o médico deve exercê-lo independentemente de receber pelo seu exercício. A grande maioria dos que se formam em medicina nos dias atuais, é para ficarem ricos; não passam de mercenários. Atendem seus clientes, principalmente do SUS, em fração de segundos sem sequer examiná-los. Neste estado há uma indústria da saúde e poucos podem pagar pelos seus serviços. Uma máquina de litotripsia não é cara para o estado e no entando existe uma indústria do calculo renal neste estado. Como o estado não possui o equipamento, encaminha para clinica conveniada que possui um equipamento ultrapassado. Cada procedimento particular custa R$ 1.200,00 por procedimento e como o equipamento é ultrapassado, na maioria das vezes as pessoas tem que voltar para refazer o procedimento, pagando o estado mais 50% de 1.200,00. Isso é ter ética? Para mim é mercantilização da saúde no estado.
    Se estudar ética como disciplina na faculdade fosse algo de sobrenatural, caro médico, pois só chamo de doutor quem tem doutorado, a profissão de advogado seria a de conduta mais ilibada do planeta. Moral e ética recebemos de berço e exercê-las é questão de cidadania.
    A propósito, para estudar ética precisa, apenas, ser alfabetizado.
    PAULO VIEIRA

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