A Folha de São Paulo noticiou que o povo brasileiro  é o quinto mais otimista do mundo, de acordo com pesquisa Gallup Internacional.

Antes do Brasil vem a China, Gana, Vietnã e Nigéria. Como vemos todos países em desenvolvimento.

Na outra ponta, dos pessimistas, estão pela ordem da primeira para a quinta colocação: França, Islândia, Reino Unido, Romênia e Espanha.

A conclusão que chego é que a percepção do povo é diferente, por exemplo, da imprensa, dos formadores de opinião e até de alguns governos. De acordo com a pesquisa apenas 9% dos 2.002 entrevistados do país disseram que esperam um ano de dificuldades econômicas.

Esse otimismo, pelo que me parece, não é equânime pelos estados e regiões do Brasil. Em alguns estados como Roraima, há um pessimismo muito grande enraizado na mente dos seus habitantes. E isso é péssimo para a economia.

Esse é um tema muito bom para reflexão. Longe das paixões e do partidarismo, podemos estudar as razões e as raízes de tudo isso, especialmente no local.

  1. 12 de January de 2011

    Caro mestre, o que dizer de um pequeno Estado, com apenas 15 municípios, pouco habitado e com problemas mínimos, se comparado com outros grandes Estados brasileiros, mas que ainda assim, não avança em praticamente nenhuma das suas potencialidades?

    Roraima deveria ser um Estado modelo e servir de referência para o resto do país. Entretanto, há anos a condução das questões políticas e de interesse do povo, por parte da máquina pública não afere essa condição para nossa terra.

    Talvez daí, decorra a falta de otimismo por parte dos roraimenses (de berço ou adotados, como eu). Roraima tem todas as condições para ser um Estado pujante: localização privilegiada, aptidão para a agricultura a pecuária e o turismo, povo educado e gentil, e uma área adminstrativa enxuta, já que quase 50% das terras do Estado são reservas indúgenas. Mas o que vemos em todas as esferas do poder, é ainda um perfil que pode-se chamar de neo-coronelismo, onde apenas o interesse de pouquíssimos é atendido, em detrimento do restante da população.

    Enquanto esse quadro não mudar e pudermos ver Roraima deixar de ser uma promessa e se concretizar numa realdade, creio que o habitante local ainda continuará sendo um brasileiro otimista, porém, um roraimense pessimista.

  2. 12 de January de 2011

    Sua análise está muito boa. Real e fidedigna. Veja Beto, Roraima vem de um Território Federal. Se voce se aprofundar na figura desse Território vai saber que alí estão as raízes desse neo-coronelismo e de todso as mazelas do Estado atual e a razão de ser de não sermos um estado modelo.
    O pessimismo dos roraimenses é justificável em parte. Digo em parte pois falta a eles uma vizão maior qeu a dos políticos para tirar Roraima da letargia em todos os sentidos.
    Tenho usado as redes socais como o twitter para instigar, provocar e tentar levantar o ânimo de nós todos. Você, como um jovem inteligente já deve ter prestado atenção nisso. As minhas aulas são provicativas, mas a reação é pequena.
    Vamos continuar lutanto, “água mole em pedra dura….
    Um abraço
    Aimberê

  3. 12 de January de 2011
    Alexandre Horta

    Concordo com vocês, o problema de Roraima é cultural, foi durante muito tempo paternalista demais, ninguém precisava estudar, bastava ter contatos e influencias. Os vícios de administrações biônicas contaminaram a população que ficou sem identidade, seja cultural como social. ainda não conseguimos romper esse status de coronelismo, mesmo com concursos públicos, pois depois disso existem os cargos de chefia, confiança, gratificações. Acho difícil pensar em otimismo com tantos problemas relacionados a má gestão dos recursos naturais e financeiros. O terceiro turno das eleições estão se tornando cada vez mais presentes na vida do Roraimense o que de certo modo çria uma instabilidade na vida de todos. A cada nova conquista sempre existe uma deçepcão, vide área de livre comércio , ZPE, banda larga, Energia elétrica de gury entre outras…tento ser otimista e me preocupo pela vida dos meus filhos, não gostaria que fossem embora dessa terra maravilhosa por falta de oportunidades. Abraços

  4. 12 de January de 2011

    As vezes, nas minhas aulas, eu digo que o hino de Roraima está equivocado. Ao invés de ser esse que ouvimos de vez em quando, deveria ser aquela marchina de carnaval que diz: “Mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar….” As pessoas vivem pensando em mamar nas tetas do governo e nada mais.
    Volto a dizer, fomos um Teritório Federal durante 48 anos. Nesse período se implantou o medo na cabeça do povo. O governante do Território Federal era quem nomeava, exonerava, comprava, casava e batisava. E isso criou uma legião de dependentes.
    Ë necessário que as tetas do governo sequem definitivamente para o povo despertar.
    Um abraço Horta
    Aimberê

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