GOVERNO DO EGITO SUSPENDE FUNCIONAMENTO DE TWITTER E FACEBOOK

                       O Twitter e o Facebook, que desempenharam um papel importante na revolta tunisiana e na consequente derrubada de Ben Ali, tiveram seu funcionamento suspenso no Egito.  Foi a maneira encontrada pelas autoridades egípcias para evitar a propagação das convocações para novas manifestações naquele país.          

                     Tais manifestações se voltam contra não apenas as permanentes violações dos mais elementares princípios da democracia, mas ainda a ambição de o Presidente Hosni Moubarak colocar seu filho Gamal Moubarak, 47 anos, como seu sucessor. Banqueiro de profissão, fora ele encaminhado em 2002 para presidir o Partido Nacional Democrático (PND), no poder há mais de 30 anos. Hosni Moubarak seria reeleito em outubro de 2011 e, um ou dois anos depois, então com 84 ou 85 anos de idade, abdicaria em favor de seu filho Gamal.              

                      Assim agiria o atual rais (chefe supremo e incontestável). Mas há um obstáculo pelo caminho: a candidatura do General Omar Suleiman, antigo chefe do serviço secreto egípcio e atual Vice-Presidente da República, que poderia contar com o respaldo das forças armadas, verdadeiro centro do poder naquele país desde a derrubada da monarquia.  Os setores econômicos também se poderiam aliar aos militares, pois Gamal é conhecido por suas pretensões de introduzir reformas liberais, em especial por meio de privatizações.

                     Naquele país, governado por uma ditadura, onde o povo está impedido de se manifestar foram as redes sociais, twitter e facebook, quem permitiu um grito de LIBERDADE. As convocações para as manifestações de protesto só aconteceram, e ainda estão acontecendo, pelo uso dessas redes democráticas. Isso é um alerta para os tiranos ainda existentes nesse mundo.

  1. 27 de January de 2011

    Ditadores tolos. Proibir as redes sociais só faz com que os hackers encontrem maneiras de usá-las. Muito melhor seria se eles aprendessem a usá-las para consolidar seu poder.

    Com o “instinto de rebanho” que governa a maioria das pessoas do mundo, a plebe, as massas, o ditador que aprender a manipular internet vai ter um longo reinado.

    Que saudades de um Joseph Goebbels. Ele não perderia uma oportunidade assim para o seu Ministério da Propaganda!

    Digam o que disserem dos nazis, mas eles eram inteligentes.

    • 27 de January de 2011

      Bom, manejar a Internet… Reflito: Manejar,é fácil. Eu e você estamos agora manejando. Certo? O difícil é dominar as massas com esse instrumento. Penso eu.
      Obrigado pleo seu comentário
      Aimberê

  2. 27 de January de 2011
    Rui Donato

    Aimberê,
    Espero que deste vez eu tenha conseguido grafar corretamente seu nome…e peço desculpas pelo erro nisso em meu comentário anterior. Morei por largo tempo na África, e muito embora tal circunstância não tenha em nada diminuído minha ignorância acerca da realidade das nações situadas ao Norte do Continente, região islamizada, Magreb e Egito, possibilitou-me constituir relações pessoais com bom número de intelectuais africanos, alguns deles bastante argutos. Por esforçar-me, tenho conseguido manter parte destes vínculos e assim obter acesso a caracterizações que reputo mais qualificadas (principalmente em relação ao que alardeia nosso “jornalismo” Ocidental que suponho entender tanto de África quanto da Lua) acerca de eventos ou fenômenos que naquele Continente dão-se. Pois bem, aquilo que têm-me dito tais fontes afirma que há uma dessemelhança irreconciliável entre a sublevação tunisiana e o atual enfrentamento egípcio. Muito embora, primariamente, possamos considerar ambos os movimentos como contrapostos a domínios igualmente ditatoriais dos Estados, isso não basta, o “contra quem”, para que deles tenhamos uma visão minimamente apurada. O que parece ocorrer é que na Tunísia deu-se uma insurreição integrada subordinadamente por organizações religiosas mas dotada de pluralidade política de interesses manifestos, assim organizações sindicais, estudantis, de ofícios liberais citatinos, fizeram carga e foram a musculatura e orientação do movimento; estamos nisso no típico espaço público, secular, político, o que possibilita que uma qualquer perspectiva de avanço emancipatório resulte do fenômeno social. Já a situação egípcia parece ser bem outra, lá o enfrentamento está a ocorrer sob plena hegemonia de setores organizados do mais obscurantista fundamentalismo religioso, a ação é infra-política, mobilizada por estímulos e pulsões de arcaísmo abjeto, um seu improvável e indesejável triunfo seria ainda mais violento (geraria ainda mais sofrimento desnecessário) para o povo do que mesmo o atual facão ditatorial, aponta para uma regressão da cidadania limitada a um arrebanhamento compulsório e intolerante; tudo dá-se no “espaço privado” do arbítrio e mandonismo, na afirmação de ordenamentos extramundanos, é tudo apolítico e desumano. Dizem-me que as especulações sobre as supostas pretensões do tal ex-chefe local do “Serviço de Informações” não passa muito de construto exógeno, estadunidense, sem amparo algum na sociedade.
    Todas as ferramentas, inclusive as ditas comunicacionais, não têm o escopo de determinar a finalidade para a qual são utilizáveis. É uma exigência para aqueles que militamos por Justiça social e por Emancipação humana que avaliemos a realidade segundo sua concretude, por aquilo que ela é, por sua mesmidade, e não por verificarmos que agentes mais ou menos vistos usam ou não determinados meios, ainda que moderninhos.
    Respeitosamente
    rui

    • 27 de January de 2011

      Rui,
      Boa tarde. Deu-me uma lição. Esse intrincado mundo religioso e político que envolve aquela região só uma pessoa brasileira com vivência africana pode ter esses conhecimentos que nos traz aqui com esse comentário. De qualquer modo, e com todo respeito às suas considerações, tanto pelo aspecto religioso como político e principalmente econômico, o interrompimento do acesso da população à redes sociais me parece condenável. Uns com maior gravidade outros menos.
      Essa ferramenta (rede social) está quebrando os imperativos em todos os quadrantes da terra. E me parece inamovível.
      Com respeito a você, sua intelectualidade, seu conhecimento “in loco” peço sua permissão para colocar no meu site, como um POST esse seu posicionamento. Não o farei sem sua permissão. Aguardo sua manifestação. Meu e-mail é aimbere.freitas@gmail.com
      Grato
      Aimberê ( aqui tem o acento) no e-mail, não.

      • 27 de January de 2011
        Rui Donato

        Aimberê,
        Mesmo tendo sido menino de classe média, convivi muito com um meu avô, da roça, e aprendi no corpo, no lombo, que cabos longos nas enxadas são ferramentas excelentes já que diminuem as dores que sofremos ao capinar, e nas noites após a tarefa feita. Considero que a todo homem deve ser provido e facultado as ferramentas e os meios para que não sofra; porém, quando os tais “cabos” eram e são usados para por eles apôr nossos companheiros na tortura do “pau de arara” gostaria muito que aqueles não existissem ou não fossem disponíveis.
        Quanto ao meu garrancho, que “comenta” seu texto, o único recato que tenho é o de que possa apequenar o blog onde figure; no mais, abandono-o integralmente ao teu discernimento, disponha sem ressalvas.
        Saudações
        rui

        • 27 de January de 2011

          Não apoiado. Seu texto é fino, bem tratado e melhor escrito e só vai enriquer meu site.
          Obrigado
          Aimberê

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