De acordo com Pedro Terrelli, Diretor da Associação Brasileira de Energia Eólica, o Brasil tem potencial para instalar até 300 mil MW de usinas eólicas. A idéia é que as termelétricas movidas a gás, óleo ou carvão cedam cada vez mais espaço às eólicas e outras fontes renováveis, bem menos poluentes e que já têm custos competitivos.

Por outro lado, A expansão das eólicas, pelo menos nos próximos anos, é garantida pela venda de projetos nos leilões voltados para o segmento.

Atualmente são gerados 110.000 MW pelas usinas hidrelétricas contra apenas 930 MW das eólicas. É muito pouco. Mas para 2011, estão previstos mais 510 MW distribuídos por 14 parques eólicos. Já a previsão é que em 2019 essas unidades geradoras terão potência total de 6.041 MW, quase equivalente aos 6.400 MW das usinas de Santo Antônio e Jirau, que estão sendo construídas  em Rondônia.

A energia eólica está em ascensão no mundo inteiro. Os cata-ventos já giram em 82 países do planeta e a tendência é aumentar, e os países emergentes e em desenvolvimento dão seus primeiros passos no setor.

No caso de Roraima e do Norte e Nordeste do Brasil é necessário estudar seu potencial de produção desse tipo de energia. A construção de hidrelétricas tem sido muito contestada e até ameaçada pelas constantes secas dos nossos rios.

  1. 7 de February de 2011
    Leonardo Brito

    A matriz energética do Brasil é vasta e precisa ser melhor explorada, alinhando tecnologia com produção de energia e preocupação com a questão ambiental. Ainda apostamos em termoeletricas, que poluem bastante e são relativamente inexpressivas quanto a geração e transmissão atualmente. Geram pouca energia a um alto custo e a maioria é oriunda dos tempos do primeiro apagão energetico. Com a privatização muitas vieram vinculadas a contratos de vendas das consecionárias de energia, aqui no Estado, foi o caso da CELPE – Grupo Hiberdrola, hoje Neoenergia, onde em 2005, nos meus tempos de Celpiano, acompanhei uma visita a termoeletrica onde havia apenas tensão nos condutores para evitar roubo dos cabos, ou seja, não havia transmissão de energia da termo, era um elefante branco por força de contrato. Parabéns pelo post professor, distribuir informação é muito importante para que a mesma chegue a todos. Abraços.

    • 7 de February de 2011

      Muito obrigado.
      Penso como você. A energias alternativas, incluindo a do vento e a do sol, podemo aliviar e diversificar nossa matriz energética de maneira considerável. Mas é necessário que isso entre como Política Pública. Não desmerecendo nada às hidrelétricas, mas temos que ter ciudado com o meio ambiente que, com suas evoluções e interferências podem mudar os cenários e nos trazer uma dieta hídrica traiçoeira.
      Os pensadores governamentais, não estão muito ligados nisso e é por isso que estamos alertando-os, assim como aos demais brasileiros.
      Grato pelo seu comentário
      Prof. Aimberê Freitas

  2. 8 de February de 2011

    Também estou de acordo com os comentários (Prof. Aimberê Freitas e Leonardo Brito) O Brasil possui condições para ampliar a sua matriz energética utilizando as chamadas alternativas (eólica, solar…) Todavia para este fim é preciso um debate franco e honesto considerando-se o investimento em tecnologia para estas opções energéticas. O prof. Aimberê conhece, em função de sua dedicação a elaboração de políticas do transporte e turismo o quanto os interesses estabelecidos resistem as modificações.

  3. 8 de February de 2011

    Verdade. O Brasil sofre com o anacronismo tecnológico planejador. Os planejadores não querem ser ousar. Resistem por comodismo, mas o mundo avança e assim ficamos para trás. É preciso está atento às modificações da sociedade.
    Aimberê Freitas

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