Roraima e Rondônia estão na frente do Amazonas como produtores de peixes em cativeiro, todavia o estado vizinho não está gostando disso e inicia uma reação. Leia a matéria seguinte:

“Concorrência no setor pesqueiro do Amazonas é acirrada

GERSON SEVERO DANTAS de A Crítica de Manaus

A pesca no Amazonas vive momentos de incertezas e concorrência acirrada que exigem muita criatividade e capacidade de reinvenção dos atores envolvidos em toda a cadeia do setor.

A pesca extrativa – aquela feita pelos barcos regionais – tende a reduzir sua participação no mercado local, a exemplo do mercado mundial. O problema é que os estoques naturais estão diminuindo em função da captura (população aumenta e o consumo na mesma medida), além de haver uma tendência de redução dos períodos permitidos para pesca e aumento das espécies protegidas no defeso.

Já a piscicultura local enfrenta uma violenta concorrência dos produtores de Rondônia e de Roraima. Eles têm acesso aos insumos de produção a custos muito mais baixos do que os amazonenses. Rondônia, por exemplo, é vizinha do cinturão da soja de Mato Grosso e o grão é o principal item da ração dada aos peixes. O alimento é responsável por 70% do custo de produção de peixes em cativeiro.

Roraima, por sua vez, tem a vantagem de produzir ração a partir de outros grãos e ter acesso a Manaus por via rodoviária. Resultado dessa vantagem é que hoje o manauense come mais tambaqui e matrinxã “made in” Roraima e Rondônia.

Mas há luz no fim do túnel, sempre. A produção de pesca extrativa em áreas de manejo está crescendo, sobretudo nas Reservas Extrativistas e a exemplo do que acontece com o pirarucu de Mamirauá, no município de Tefé, a tendência é o aumento da produção para formação de estoques reguladores que serão aos poucos desovados ao longo do ano.

Por outro lado, o Amazonas desenvolve pesquisas buscando soluções para a produção de ração mais barata, criação de alevinos, qualidade de água e outros problemas que diminuem a competitividade do setor em face dos concorrentes.”

  1. 8 de February de 2011

    Não creio que o Amazonas esteja realmente desenvolvendo pesquisas “buscando soluções para a produção de ração mais barata… outros problemas que diminuem a competitividade do setor em face dos concorrentes”. Sinceramente, não creio.
    Há 3 anos o quilo do tambaqui em Brasília (no Extra e no Pão de Açúcar) custava em torno de R$ 7,00 e hoje está 7,50. De la para cá o nosso preço (AM) só aumentou, tanto da pesca extrativa, como da pisicultura. E não vendemos nada para Brasília! Aqui em Coari vendem tambaqui de 15 quilos por 200 reais no mercado. É o preço de Manaus!
    Acredito que o Amazonas ainda não despertou para esse fato. Por sorte, contamos com nosso vizinho Roraima para garantir o tambaqui nosso de cada dia.

    • 8 de February de 2011

      Bom, fazer valer as vantagens da piscicultura não é simplesmente ter “vontade”. É trabalhar. O preço do pescado no Amazonas é um verdadeiro absurdo. E é o povo que mais come pescado no Brasil. Algo necessita ser feito naquele estado. O que não pode é querer fazer reserva de mercado torpedenado o pescdo de Roraima e de Rondonia. Não é?
      Um abraço
      Aimberê

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