A 2ª Vara Pública de Campinas (93 km de SP) decidiu nesta sexta-feira negar o pedido de liminar feito pela Proesp (Associação Protetora da Diversidade das Espécies) e manter o abate das capivaras do lago do Café.

A Prefeitura de Campinas e ambientalistas travam uma disputa pelo destino de pelo menos 20 capivaras, que estão confinadas desde 2008.

A prefeitura decidiu sacrificar os animais no mês passado, e alega que os roedores representam risco à saúde, pois há uma suspeita de que sejam hospedeiros do carrapato-estrela –transmissor da febre maculosa (uma infecção aguda que pode levar à morte).

A Proesp pedia, em sua representação à Justiça, a suspensão do abate dos animais. A associação deve recorrer no TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo na próxima semana.

A decisão da Justiça de Campinas ratifica autorização dada pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), que autorizou em janeiro deste ano o abate dos animais.

A Proesp e um grupo de ambientalistas da cidade é contra a ação e já realizou até um protesto contra o sacrifício dos animais em frente ao lago do Café.

A morte dos animais, segundo a prefeitura, deve ocorrer por meio de eutanásia (injeção letal).

A data da morte ainda não foi confirmada pela Secretaria da Saúde, mas deve ocorrer até o final deste mês –caso não haja decisão judicial contrária.

As capivaras estão separadas por sexo para evitar a procriação. Entre 2008 e 2010, três funcionários da prefeitura morreram de febre maculosa após trabalharem no local, segundo o secretário da Saúde de Campinas, José Francisco Keer Saraiva.

O lago do Café, uma área pública da cidade, está fechado à visitação desde 2008.

Os ambientalistas pedem que sejam realizados exames nos roedores para comprovar a infestação de carrapatos e a contaminação pela bactéria causadora da febre maculosa. Eles defendem a adoção de outras medidas, como a remoção dos animais e a aplicação de carrapaticidas no local.

MAURÍCIO SIMIONATO para a Folha de São Paulo

  1. 12 de March de 2011
    Leo Cruz

    Sou contra essa decisão. Acredito que há outras medidas. Esses animais podem ser tratados e removidos para um local de readaptação ao meio ambiente e posteriormente, para o habitat natural.

    Matar esses animais é uma decisão absurda, um retrocesso.

  2. 12 de March de 2011
    Jailson Sá

    Assunto complicado de opinar, e ser mal interpretado. Entre os a saúde humanos e dos animais sou mais os dos humanos.Se a ameaça existe, sacrificar deve ser a solução. Pois imagine um pai de família ver um ente seu com essa doença, acredito que ele mesmo vai lá e mata. #Fato

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