Neste sábado (02), o museu de Ciências Naturais da Amazônia deve receber os últimos visitantes e fechar as portas.

Após 23 anos de atividades diárias de segunda a sábado, com funcionamento em período integral, o museu não conseguiu se manter aberto devido à escassez por demanda e problemas financeiros.

“Estamos com problemas de caixa, e somente com a visitação não conseguimos sanar as contas, as visitas variam, há dias em que recebemos apenas quatro pessoas e na temporada dos navios já recebemos duzentas pessoas durante três dias seguidos”, relatou o administrador do museu, Kyoskuke Hashimoto.

O administrador do museu explica que dos gastos para manter o museu que não recebe nenhum tipo de incentivo ou verba de parceiros, apenas 70% é gasto com energia elétrica do aquário.

Os ingressos para a visitação tem uma tabela de custos diferenciadas, o bilhete para adultos custava R$ 14, estudantes R$ 7 e grupos de escolas que solicitassem ofícios pagavam apenas R$ 3 por pessoa.

O museu exibia, em três salas de exposição, espécies da fauna amazônica empalhados, variados exemplares de borboletas e peixes vivos, entre 93 exemplares de espécies de tambaquis e pirarucus e mais de 380 tipos de insetos.

De acordo com a direção do museu, houve tentativas de firmar acordos com alguns órgãos públicos para dar continuidade ao espaço de visitação, mas nenhum dos lados conseguiu chegar a um acordo que satisfizesse ambos.

O museu, que já passou por uma interrupção parcial das atividades no período de 1999 a 2000 por conta da reforma do aquário, tem a previsão de ser reaberto próximo do período da Copa do Mundo, quando os custos estiverem estabilizarmos.

Jornal A Crítica de Manaus

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