Ideia de que o mundo acaba em 21 de dezembro do ano que vem tem sido assunto nas redes sociais, seduz e amedronta a muitos.

Tragédias que matam milhares, como o terremoto e o tsunami no Japão, alimentam a ideia de que mundo está perto do fim.

Embora no livro de Apocalipse a Bíblia descreva pormenores de como será o fim do mundo e dos sinais que viriam para indicar a chegada desse momento, não é dessa publicação a previsão que vem esquentando a cabeça de alguns e tirando o sono dos que acreditam que o fim, propriamente dito, vai acontecer em dezembro de 2012. O assunto ganha espaço nas redes sociais e é tão sedutor que ganhou até filme sucesso de bilheteria, o “2012”.

Na virada do milênio, a aposentada Ester*, 76, vendeu casa e demais bens que possuía em Manaus para mudar-se para o interior do Estado onde, segundo acreditava, seria mais fácil fugir da perseguição aos cristãos, que aconteceria no fim dos tempos, ou seja, na virada do ano de 2000 para 2001.

Segundo amigos e familiares dela, que continua morando na zona rural, sem mais ter tantos pesadelos com o assunto, dona Ester entrou em pânico com a proximidade do novo milênio e saiu de Manaus levando consigo até os netos.

Mas estudiosos e religiosos não demoram em negar os escritos como previsões. Tanto o arcebispo de Manaus, dom Luiz Soares Vieira, da Igreja Católica, quanto o pastor Davi Hatcher, 56, da Nova Igreja Batista, afirmam que o fim acontecerá, mas a ninguém Deus teria dado esse conhecimento. Como prova disso, citam as dezenas de previsões como essa dos Maias, que cujas datas chegaram e passaram sem que nada fora da rotina acontecesse. A data de 2012 está relacionada com o calendário dos Maias, que utilizavam um calendário de 260 dias para eventos religiosos e cerimoniais, um calendário solar de 365 dias, um calendário que combinava os dois primeiros e o de longa contagem de, aproximadamente, 5.126 anos, que terminaria em 21 de dezembro de 2012. Estudiosos dizem que os maias indicavam o fim de um ciclo e não do mundo. Mas há controvérsias.

Ana Celia Ossame para A CRÏTICA de Manaus

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