Entramos no século 21 com uma constatação: o crescimento econômico depende da qualidade da informação e esta da qualidade da educação. O lugar privilegiado da modernidade econômica é ocupado pelos criadores e produtores de
informação, mais do que produtos materiais. O cinema, a televisão, as indústrias da comunicação e as produtoras de ferramentas e equipamentos processadores de informação, estão atualmente no centro da vida econômica mundial. Os ricos de antigamente produziam aço. Os ricos de hoje produzem equipamentos eletrônicos.

Bill Clinton nos lembra que ao assumir a presidência dos EUA em 1993, havia somente cinquenta websites. Ao deixar a Casa Branca, oito anos depois, havia 350 milhões. Juan Ramón de la Fuente, ex-Reitor da Universidade Nacional Autônoma do México, nos lembra, por sua vez, que atualmente circulam na internet cinquenta bilhões de mensagens por dia. Pioneiro, em 40 anos, o rádio conseguiu juntar 50 milhões de ouvintes. A televisão, desde 1950, juntou um número igual de telespectadores. Mas em apenas cinco anos, a Internet atingiu a soma que o rádio levou quarenta anos e a televisão, mais meio século. Em 2000, havia 300 milhões de usuários de Internet. Hoje, existem 800 milhões.

Por um lado, as escolas perdem o monopólio da educação e, por outro, a imprensa perde o monopólio da informação, mas também, se manter informado no longo período pós-escolar e pós-universitário é um dever e um direito, inseparáveis do exercício da cidadania e esse direito, esta obrigação, são também da nossa imprensa. A informação também está em crise, mas talvez seja uma crise de crescimento, que expande novos meios de comunicação, mas não sacrifica os anteriores.

Por Carlos Fuentes – La Nacion

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