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Uma lição de política

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Em jantar na semana passada com o presidente do DEM em Brasília, o ex-primeiro-ministro da Espanha, José Maria Aznar, falou dos riscos de se imaginar que a política se decide no parlamento. Risco, especialmente para a Oposição. O Parlamento -segundo Aznar- é a casa das formalidades, dos registros, da votação das leis. Por mais que sua atividade seja divulgada, poucos assuntos são de interesse e mobilizam a população. Lembrou que -mesmo nos regimes parlamentares hoje- as eleições são presidenciais, diretas, candidatos-eleitores.

O fundamental, para Aznar, é que as lideranças políticas falem para a população, desde ou fora do parlamento. E que destaquem os assuntos que despertem a atenção dos eleitores. Lembra que o interesse da imprensa pelo parlamento é muitas vezes maior que o interesse das pessoas.

A imprensa -fazendo o controle dos políticos- tem enorme interesse em acompanhar o conteúdo das leis que são votadas. Mas por mais destaque que dê, só nichos específicos de opinião se interessam. Claro que este acompanhamento é muito importante, mas não mobiliza opinião pública. Para fora do parlamento, os assuntos que mais a interessam são relativos ao comportamento e os desvios de conduta de parlamentares e autoridades do governo.  E é nesse nicho que cruzam os interesses da imprensa e dos eleitores.

A oposição parlamentar se mede pelo quantitativo, mas a oposição política, não. E muito mais ainda num mundo de novas mídias. Os políticos que “suítam” a imprensa para conseguir espaços, conseguem muito mais pela aparição de seus nomes e imagens que pelo conteúdo das leis em debate. Um exemplo atual é o caso Palocci, de claro interesse dos eleitores, pois confirma a percepção, que têm e generalizam, quanto ao comportamento dos políticos.

Um fato como esse “faz” a oposição, e a torna politicamente majoritária, mesmo tendo apenas 20% da Câmara de Deputados. É um “tipping point”. Muitos outros fatos assim e não apenas de comportamento, passam na frente da oposição que, preocupada em “suítar” a imprensa, se esquece de sua função dirigente, que é pautar a imprensa. Até porque, na maioria das vezes é a imprensa que sai na frente nos casos de corrupção de políticos, como aquele.

Não há maioria e minoria na política fora do parlamento. A maioria se constrói nos fatos e na conjuntura. Mas, para isso, é necessário que a oposição identifique esses fatos e saiba construir os canais de comunicação, pautando a impressa, por comunicação direta e pelas novas mídias.

Os multiplicadores de opinião são imprevisíveis. Por isso mesmo, há que se arriscar com muitos casos, reduzindo a imprevisibilidade dos mesmos. Os instrumentos de análise estão fartamente disponíveis. As bolas não entram se não se chuta a gol. E quanto mais se chuta, maior a possibilidade de entrarem. E o time dos “indignados” é o que tem -sempre- a maior torcida.

Fonte: Blog do Cesar Maia

FIEAM promove rodada de negócios com dominicanos

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A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), promove nesta segunda-feira (06.06), a partir de 19h, rodada de negócios com empresários da República Dominicana.

A programação será desenvolvida na sala Boto Vermelho do Quality Hotel, com a participação de 32 empresários da indústria dominicana. O grupo estrangeiro está em missão de conhecimento dos produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM).

O gerente executivo do CIN Amazonas, Marcelo Lima, fará a abertura do evento, e, em seguida, serão proferidas palestras institucionais da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan) e do Suframa.

A rodada de negócios contará com a participação de empresários regionais que estarão expondo o potencial econômico do Estado em diversos segmentos, como de alimentos, chocolates, bebidas, cosméticos, eletroeletrônicos, madeirara/móveis, entre outros.

A programação se estende até terça-feira (7) com visitas técnicas a algumas empresas.

acritica.com

COMENTÁRIO MEU:

É assim que se faz. Não adianta ficar olhando para esse negócio de ZPE e não agir.

Usina Hidrelétrica de Balbina fecha comportas

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A Eletrobrás Amazonas Energia realizou, nesta quinta-feira (2), o fechamento da última comporta da Usina Hidrelétrica de Balbina (UHE) que estava aberta desde o último dia 9 de maio de 2011. A previsão inicial era de que o vertedouro permaneceria aberto durante 60 dias. Com o fechamento ocorrido ontem, o prazo passou a ser de 24 dias. De acordo com o gerente do Departamento de Geração de Balbina – DTB, Milton Pereira de Menezes, há pelo menos duas semanas o índice de chuvas na região está estabilizado e o nível do reservatório segue uma média de 50,73 metros. “Com esse nível estabilizado, decidimos fechar as comportas porque não havia mais a necessidade de vertimento de água”, disse o gerente. Desde que as comportas foram abertas no último dia 9 de maio deste ano, o nível do rio Uatumã atingiu alguns locais, mas não chegou a inundar nenhuma residência do Ramal da Morena, localizado à jusante (após a barreira da hidrelétrica). A empresa informou que continuará monitorando o nível do reservatório e caso haja a necessidade de abrir novamente os vertedouros, todas as áreas com a possibilidade de serem atingidas serão novamente avisadas com antecedência. “Se houver a necessidade de abertura das comportas, todo o Plano de Contingenciamento da Eletrobras Amazonas Energia será novamente acionado”, reforçou. A capacidade UHE Balbina é de 250 MW de capacidade de geração de energia. Acritica.com MOMENTÁRIO MEU: O problema desse fechamento está a montante quando pode afetar a BR-174 na altura de reserva indígena Waimiri Atroari

Como é bom ser um banqueiro

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Como é bom ser banqueiro

Esse texto não é meu e nem sei de quem é. Mas lendo-o se pode constatar como é ótimo ser banqueiro.

Concorda?

“Saiba a diferença entre POUPAR e DEVER 100 reais.

Se um correntista tivesse depositado 100 reais na poupança em qualquer banco em julho de 1994 (quando do lançamento do Plano Real) teria hoje apenas 374 reais.

Mas se ao mesmo tempo tivesse ficado devendo 100 reais teria hoje um dívida de 139.259 reais.

Façam seus comentários e digam por que o Bradesco tem lucros tão fabulosos.”

Encontro com Governador Omar, do Amazonas

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Em Manaus, hoje pela manhã, encontrei num Shopping de Manaus o Governador do Amazonas Omar Aziz. Veja foto.

FHC, A OPOSIÇÃO E O POVÃO

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Ricardo  Noblat divulgou (12) trechos do artigo de FHC a ser publicado na revista Interesse Nacional. A parte mais polêmica trata das relações da oposição com um eleitor possível. FHC diz que as oposições devem esquecer as “massas carentes e pouco informadas” e que essas são área de influência do PT, pois o governo as cooptou com benesses.

FHC tem sempre o mérito de estimular o debate com seu talento, e isso por si só já é importante. Mas tais afirmações são, no mínimo, um exagero. Certamente não são um público cativo do PT. No máximo, impressionadas pelo populismo de Lula, fato, aliás, reincidente na história política da América Latina.

Um exemplo atual disso é o voto evangélico, que entra nas “massas carentes” e passa por cima das “benesses”. São muitos os exemplos, e Marina em 2010 um deles. A eleição de 2010 foi um ponto fora da curva, com Lula mitificado, entrando nas campanhas regionais no palanque, TV e até telemarketing.

É verdade que o populismo avança no continente. É um ciclo. Muitas vezes o populismo aparece sob disfarce. Por exemplo, ao aproveitar o sucesso eleitoral ou de uma política e mudar as regras do jogo. FHC fez isso em 1995, conquistando a reeleição no auge do plano real. Chávez fez isso mudando a constituição no início de seu primeiro mandato. Depois, o Petróleo, que chegou a 11 dólares o barril, fez o resto. O que teria sido um governo Lula, de 1999 a 2002, em plena crise internacional?

As razões de FHC -contrariu sensu- são as razões para que nenhuma força política tenha o monopólio e segmento nenhum do eleitorado. Evidentemente que nas circunstâncias de 2010, o candidato como o escolhido pelas oposições, cuja imagem era exatamente a antípoda de Lula, não poderia ter sucesso. E, assim mesmo, chegou a 44% no segundo turno, vencendo ou empatando em boa parte do sudeste, no sul e no centro-oeste. Dilma -pessoalmente- também não cumpre aquele figurino, e numa política de personagens viverá o desgaste num momento de contra-ciclo.

Perder três eleições seguidas é rotina em tantos países. E não deve assustar ninguém. Claro que se a oposição colabora, como agora na Argentina, ou se apavora e adere como agora no Brasil, os problemas aumentam. Se as “massas carentes são mal informadas”, cabe à oposição entrar na batalha da comunicação e não recortar o eleitorado. FHC mesmo cita o exemplo atual dos países árabes.

Portanto, há que se ler com muito cuidado o texto sempre inteligente de FHC, pois pode ser muito mais resultado de sua angústia, de seu estilo, ou mesmo uma autocrítica do que fez politicamente. Repetindo com FHC: “Não deve haver separação entre o mundo da política e a vida cotidiana”. Política se deve fazer todos os dias, e não apenas nas eleições.

CARNAVAL. Um vídeo para seu comentário

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Vejam o vídeo e comentem

O 13º Salário NUNCA Existiu…

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Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente!
Mas há sempre uma razão para as coisas  e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade mais amadurecida e crítica do que a nossa, não fazem nada por acaso!

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.

Lembrando que o 13º no Brasil foi uma inovação de Getúlio Vargas, o “pai dos pobres” e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso, nem mesmo o “governo dos trabalhadores”, fala-se agora que o governo do PT pode vir a aprovar uma lei que elimina o 13º salário.Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.

Perguntarão porquê.

Respondo: Porque o 13º salário não existe.

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.
R$ 700 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.

R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00

R$ 8.400,00 (Salário anual) + R$ 700,00 (13º salário) = R$ 9.100 (Salário anual mais o 13º salário)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o “governo dos trabalhadores” que mandou o patrão pagar o 13º.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer uma simples contas que aprendeu no Ensino Fundamental:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.

R$ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = R$ 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.

R$ 175,00 (Salário semanal) X 52 (número de semanas anuais) = R$ 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário

Surpresa, surpresa? Onde está, portanto, o 13º Salário?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse fato simples.

A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo aprovar esta lei, tirando o 13º salário dos trabalhadores, o roubo é duplo.

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes: não existe nenhum 13º salário. O governo apenas devolve e manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional. 13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO. É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!

Escrito por Thiago Marinho Tourinho

INFORMAÇÃO NO SÉCULO 21

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Entramos no século 21 com uma constatação: o crescimento econômico depende da qualidade da informação e esta da qualidade da educação. O lugar privilegiado da modernidade econômica é ocupado pelos criadores e produtores de
informação, mais do que produtos materiais. O cinema, a televisão, as indústrias da comunicação e as produtoras de ferramentas e equipamentos processadores de informação, estão atualmente no centro da vida econômica mundial. Os ricos de antigamente produziam aço. Os ricos de hoje produzem equipamentos eletrônicos.

Bill Clinton nos lembra que ao assumir a presidência dos EUA em 1993, havia somente cinquenta websites. Ao deixar a Casa Branca, oito anos depois, havia 350 milhões. Juan Ramón de la Fuente, ex-Reitor da Universidade Nacional Autônoma do México, nos lembra, por sua vez, que atualmente circulam na internet cinquenta bilhões de mensagens por dia. Pioneiro, em 40 anos, o rádio conseguiu juntar 50 milhões de ouvintes. A televisão, desde 1950, juntou um número igual de telespectadores. Mas em apenas cinco anos, a Internet atingiu a soma que o rádio levou quarenta anos e a televisão, mais meio século. Em 2000, havia 300 milhões de usuários de Internet. Hoje, existem 800 milhões.

Por um lado, as escolas perdem o monopólio da educação e, por outro, a imprensa perde o monopólio da informação, mas também, se manter informado no longo período pós-escolar e pós-universitário é um dever e um direito, inseparáveis do exercício da cidadania e esse direito, esta obrigação, são também da nossa imprensa. A informação também está em crise, mas talvez seja uma crise de crescimento, que expande novos meios de comunicação, mas não sacrifica os anteriores.

Por Carlos Fuentes – La Nacion