Estudo indica que religião pode acabar em 9 países ricos
Dados de censos colhidos desde o século 19 indicam que a religião pode ser extinta em nove nações ricas que foram analisadas em um estudo científico.
A pesquisa identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca –o país com o índice mais elevado, com 60%.
Usando um modelo de progressão matemática, o levantamento –divulgado durante um encontro da American Physical Society– mostra que as pessoas que seguem alguma religião vão praticamente deixar de existir nestes países.
Na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses não terão religião alguma até 2050. Hoje, esse grupo é de 40% da população.
“Em muitas democracias seculares modernas, há uma tendência maior de as pessoas se identificarem como sem uma religião”, afirma Richard Wiener, que trabalha em um centro de pesquisa em ciência avançada, subordinado ao departamento de física da Universidade do Arizona.
A pesquisa seguiu um modelo de dinâmica não-linear que leva em conta fatores sociais e a influência que exercem em uma pessoa a fazer parte de um grupo não-religioso.
Os parâmetros se mostraram semelhantes em vários países pesquisados, indicando que a religião está a caminho da extinção nessas nações.
DA BBC BRASIL
Massacre dos submarinos alemães aos navios brasileiros levou o Brasil para a II Guerra Mundial
| Enquanto na Europa a Segunda Grande Guerra estava no auge, o governo brasileiro ainda não tinha se posicionado oficialmente a favor de nenhum dos lados. Mas o País mantinha relações próximas com os Estados Unidos, e exportava minerais estratégicos, importantes matérias-primas para a fabricação de armas. Para impedir esse comércio, em 15 de fevereiro de 1942, um submarino alemão bombardeou o navio Buarque, de bandeira brasileira, perto do litoral norte-americano. A embarcação afundou e um tripulante morreu. Pouco, diante do que viria pela frente.
Três dias depois, o submarino destruiria outro navio mercante nacional. Em seguida, um submarino italiano atacou outra embarcação. Até maio, seriam bombardeados mais cinco navios brasileiros, deixando centenas de mortos. A cada novo ataque, a população e a imprensa pressionavam o presidente Getúlio Vargas a declarar guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), com direito a grandes passeatas. A gota d’água se deu em agosto, quando outro submarino germânico atacou três embarcações de passageiros no litoral nordestino. O saldo de uma noite de ataques: 550 mortos, quase todos civis. A ofensiva permaneceu nos dias seguintes. Até que, em 31 de agosto, Vargas enfim anunciou: o Brasil estava na Segunda Guerra Mundial ao lado dos países Aliados, comandados por Estados Unidos, Grã Bretanha e União Soviética. |
Escrito por Bruno Hoffmann
PELA PRIMEIRA VEZ IMPERADOR DO JAPÃO FALOU EM REDE DE TV
Sempre discreto nas aparições públicas até por determinações constitucionais, o Imperador do Japão, Akihito, fez hoje uma declaração por televisão, por primeira vez desde ter assumido o trono em 1989. “Profundamente preocupado” pela situação na central nuclear de Fukushima, declarou “rezar pela segurança do maior número possível de pessoas”. Deplorou que “o número de pessoas mortas aumente a cada dia, sem saber quantos encontraram a morte”. Constatou que “a população está sendo forçada a evacuar em condições extremamente difíceis, de frio, de falta de água e de combustível”. E manifestou a esperança de que “possamos impedir que a situação piore graças aos esforços de todos os participantes das operações de socorro”.
Essa é para publicitários e jornalistas
Receita da Publicidade Online supera a dos Jornais.
“Pela primeira vez, o número de leitores e a receita publicitária dos sites de notícias superou a dos jornais em papel nos Estados Unidos, segundo pesquisa conduzida pelo Pew Research Center, citada pela Folha. Segundo o levantamento “State of the News Media”, o faturamento da publicidade online nos EUA superou a receita com anúncios de jornais impressos. O estudo também constatou que mais pessoas, 46% dos norte-americanos entrevistados, disseram obter notícias online pelo menos três vezes por semana, ante 40% que disseram obter notícias dos jornais em papel e dos sites a estes associados.”
“A migração para a Web está se acelerando”, disse Tom Rosenstiel, diretor do Project for Excellence in Journalism. “A rápida adoção do computador tablet e a expansão do uso dos celulares inteligentes só reforçam essa tendência.” As mais recentes constatações demonstram que os jornais sofreram não apenas com a desaceleração econômica, que levou os anunciantes a fecharem as carteiras, mas com o fato de que mais pessoas optam pela mídia online para obter notícias e informações, e os anunciantes os seguem.”
“De fato, editoras de jornais como a Gannett, New York Times Co. e McClatchy, continuam a reportar declínio em sua receita publicitária, em um período no qual outras mídias, a exemplo da televisão, estão desfrutando de recuperação em seu faturamento publicitário. A receita publicitária dos jornais caiu 46% em quatro anos, e ficou em US$ 22,8 bilhões em 2010, com US$ 3 bilhões adicionais em receita publicitária on-line, de acordo com o relatório. Enquanto isso, a receita publicitária dos sites de notícias foi de US$ 25,8 bilhões em 2010, afirma o relatório, mencionando dados do grupo de pesquisa eMarketer.”
site ccsp – clube de criação de SP
MAMÃO: Maravilha Tropical
Dádiva dos Trópicos
| Os índios lhe davam fins alimentares e medicinais que só séculos mais tarde a “ciência” comprovaria. É gostoso. Refresca. Rejuvenesce. Muito digestivo, graças à papaína, que digere em instantes 200 vezes seu peso em proteínas. E nutre sem engordar.
Ibéricos não o conheciam até pisarem nos alegres trópicos. Viram que os índios não apenas comiam os frutos do arbusto ereto e sem galhos, encimado por grandes folhas ligadas por longos pecíolos ao caule, que, sulcado, deixa escorrer um suco leitoso, um látex; também usavam a folha como solvente da sujeira de tecidos; para fins medicinais; e na culinária – de que dá testemunho Juan Ponce de León. O espanhol que se celebrizou por procurar a quimérica fonte da juventude e conquistou terras cortadas pelo Trópico de Câncer, ao atingir a futura Flórida em 1521, escreveu ao rei de Espanha: “Os índios preparam a carne para cozinhar envolvendo-a, muitas horas antes de levá-la ao fogo, com folhas de uma árvore que produz um delicioso melão, o qual se come cru. E esse processo torna a carne tão tenra que suas fibras se separam facilmente com os dedos”. Os nativos da América davam ao mamão finalidades que nossa medicina, séculos depois, confirmaria, ao descobrir a importância de suas enzimas. Elas facilitam a digestão sem corroer as paredes do estômago, atacam tecidos mortos e preservam os vivos. A planta herbácea, com altura que varia de dois a 10 metros, frutifica por volta dos nove meses de idade. Pode viver 20 anos, mas para fins comerciais se recomenda renovar o plantio a cada três ou quatro anos, pois a produção decai. Os frutos, arredondados ou alongados, têm polpa carnosa, macia, saborosa, de cor entre amarelada, laranja ou laranja-avermelhada. O mamoeiro é o parente mais importante na família das Caricáceas, com cerca de 45 espécies, caracterizadas pelo tronco leitoso e as folhas grandes no alto. É nativo de zonas tropicais das Américas e da África. Foram navegadores ibéricos que o levaram, entre 1600 e 1700, para Malásia, Filipinas e outros países do leste asiático. E o mamão seguiu difundindo-se por todas as regiões tropicais e temperadas, inclusive o Brasil. Temos também um mamão nativo, parente próximo da Carica papaya, com nome científico (Jaracatia spinosa) tirado da forma com que os índios se referem a ele: jaracatiá ou yaracatiá – soberana (yara), sadia (catü), redonda (â), pelo que inferimos do dicionário de tupi-guarani de Silveira Bueno. Fruta feminina para os índios, é mais um presente que nos regalou a mãe natureza sob o sol dos trópicos. Farmácia e salão de beleza em casa Mamão tem muita vitamina A e C, que aumentam a imunidade e são antioxidantes, o que previne envelhecimento precoce. Ideal pela manhã, pois nutre; limpa o aparelho digestivo; depura o sangue. Mamão na alimentação protege de anemia, gripe, reumatismo, gastrite. Testes mostraram mais eficácia de suas enzimas contra úlceras do que remédios como omeprazol e ranitidina. E aí vão umas dicas: Prisão de ventre? Coma a polpa e engula as sementes. Calo, verruga, ferida? Aplique o leite das folhas. Mancha, espinha, cravo, ruga? Passe a casca interna no rosto, deixe secar, e lave – é beleza de graça. Escrito por Mylton Severiano e Kátia Reinisch |
GOL desaparece com cachorro. De quem é a culpa?
E agora de quem é a culpa?
Testemunha diz ter visto cão perdido ser enxotado de aeroporto no RS
‘Pinpoo’ está desaparecido desde o dia 2 de março, quando deveria ter sido embarcado para o ES.
Uma nova testemunha pôs luz ao caso do cão desaparecido no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). Um comerciante de 37 anos diz ter visto Pinpoo, o cachorro mestiço da aposentada Nair Flores, de 64 anos, ser enxotado por funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) da pista de pouso.
“Eu estava no segundo andar, à espera de um amigo que chegaria de viagem, e pela janela panorâmica vi o animal saindo da área de carga. Eles sapateavam para tirar o animal de perto, não vi nenhum tentando agarrá-lo”, contou Félix Antunes, ao jornal Zero Hora.
Pinpoo está desaparecido desde o dia 2 deste mês, quando deveria ter sido embarcado para o Espírito Santo. Em nota, a empresa Gol afirmou que o cão forçou a grade da embalagem que o transportava e fugiu para a área restrita do aeroporto.
LUCAS AZEVEDO – Agência Estado
O Brasil é o maior do mundo
Não se trata de exaltação gratuita. Somos mesmo bons pra cachorro em algumas áreas: não há quem coma mais bacalhau que nós, nem quem faça maior sanduíche de mortadela. O cemitério mais alto do mundo é coisa nossa e os pestinhas nacionais estão no topo do pódio. Achou estranho? Pois saiba que nestas e em outras áreas não muito alardeadas (e um pouco estranhas, convenhamos) ninguém bate o Brasil.
“O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe a distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade”. O autor dessas palavras é Nelson Rodrigues, o mesmo que cunhou que o brasileiro sofre de “complexo de vira-lata”. Parece que o País resolveu contradizer um de seus mais geniais (e polêmicos) escritores. De lá pra cá, o Brasil passou a ser o primeiro em muita coisa importante.
Exemplos? Somos os maiores exportadores de carne bovina, de açúcar e de suco de laranja. Os maiores produtores de café, laranja e guaraná; na área da saúde, os maiores fabricantes de vacinas contra a febre amarela. Em questões naturais, temos a maior floresta tropical, a amazônica, e o maior rio, o Amazonas.
No campo esportivo, o pentacampeonato nos coloca como o maior vencedor da história das Copas do Mundo. Até mesmo o contestado Rubinho Barrichello nos dá alegrias: é o piloto que mais disputou Grandes Prêmios na Fórmula 1, com 311 corridas. A nossa seleção de vôlei masculina venceu nove títulos da Liga Mundial, contra oito da Itália. E temos o jogador que mais vezes estufou as redes adversárias: Pelé, que marcou 1.283 gols em 1.375 partidas.
Há muitos outros dados que nos colocam no topo do mundo. Mas o Brasil não é feito só de títulos sérios. Existem outros mais inusitados, e são estas honrarias que desfilam nesta matéria. Você sabia, por exemplo, que o Brasil é o país em que o professor mais para a aula para dar bronca nos alunos? Ou que aqui é publicado o menor jornal do mundo? Pois é. Que Nelson Rodrigues nos perdoe, mas em coisas importantes ou em fatos absolutamente desimportantes, o brasileiro provou ter vocação para a liderança.
É nossa a avenida mais larga do planeta (os argentinos contestam)
Se Usain Bolt, o corredor mais rápido do mundo, decidisse cruzar o Eixo Monumental, em Brasília, não levaria menos do que 23 segundos para chegar ao outro lado. Um cidadão comum, caminhando em ritmo normal, só consegue atravessá-lo em mais de dois minutos. Com 250 metros, é considerada a avenida mais larga do mundo.
Mas até nesse quesito há polêmica com os argentinos. Eles dizem que a 9 de Julio, na capital Buenos Aires, é a mais larga. É uma meia verdade. As duas pistas laterais de cada extremidade não faziam parte da avenida antigamente, e, oficialmente, continuam com outro nome.
Pestinhas brasileiros são os que mais perturbam
Uma pesquisa feita em 2008 mostrou que os professores brasileiros passam por maus bocados nas salas de aula. Culpa do temperamento provocativo e rebelde dos alunos. Os docentes nacionais gastam 18% do tempo de aula para manter a disciplina e dar broncas na molecada da 6ª à 9ª séries, liderando o ranking entre 23 nações de pestinhas. Sorte têm os professores da Bulgária, que ocupa a comemorada última colocação, seguida por outros países do leste europeu: Estônia, Lituânia e Polônia.
Somos o maior fabricante de Bíblias do mundo
Que o Brasil é o país mais católico do planeta, todo mundo repete. Setenta e três por cento da população se declara seguidor da religião do papa Bento 16. Mas quase ninguém sabe que somos os maiores produtores de Bíblias do mundo. Aqui são fabricados nove milhões de exemplares do livro sagrado por ano. A maior editora é a Sociedade Bíblica do Brasil, localizada em Barueri, na grande São Paulo. Sozinha, a instituição produz seis milhões de exemplares anuais. Tem de todos os tipos e preços, e até edições em braile. Mas não são só os católicos os responsáveis pela alta produção de Bíblias. Todas as religiões cristãs ajudam a manter a venda do livro alta.
19% de todos os dentistas são brasileiros. Há tantos profissionais por estas terras que muitos cruzaram o oceano e foram parar em Portugal em busca de novas oportunidades. Mas a acolhida não foi tão cordial. Há muito tempo há dificuldades para os nossos dentistas trabalharem no país de Pedro Álvares Cabral. Cerca de 10% dos dentistas atuantes por lá são brasileiros.
Temos o maior bolo, a maior pizza, o maior pão e o maior sanduíche de mortadela do universo
O tradicionalíssimo bairro do Bixiga, em São Paulo, possui quatro recordes mundiais para se orgulhar. E todos têm a ver com o tamanho de comidas: de lá saiu o maior sanduíche de mortadela (com 600 metros), a maior pizza (454 metros), o maior filão de pão (600 metros) e o maior bolo do mundo, que media impressionante 1,5 quilômetro. O responsável por todas essas façanhas é um mesmo senhor: Walter Taverna, um dos ícones do bairro mais italiano da cidade, e incansável batalhador das tradições do Bixiga. Mas não pense que são necessários dias e dias para se comer um bolo quilométrico como esse. A delícia costuma ser devorada por milhares de pessoas em menos de 10 segundos.
A imagem sagrada mais alta do mundo está no Brasil. Se você pensou no Cristo Redentor, errou. A dona da marca é a imagem de santa Rita de Cássia, erguida na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. A estátua tem 56 metros de altura, contra 38 do Cristo carioca. Se comparada com outros símbolos famosos do mundo, a imagem potiguar também leva vantagem. A Estátua da Liberdade, por exemplo, é 10 metros mais baixinha.
Ninguém na galáxia come mais leite condensado do que nós
As primeiras latas de leite condensado chegaram ao País em 1890, como uma forma de conservar o leite por mais tempo. A delícia logo caiu no gosto da população, e foi uma das grandes responsáveis pelo surgimento do brigadeiro, onipresente nas festinhas infantis nacionais. Hoje, não há nenhum país do mundo que consuma mais leite condensado do que o Brasil.
Em consumo de bacalhau da Noruega, somos maiorais
Bacalhau é coisa de Portugal, certo? Em termos. Há tempos quase não se pesca o peixe que é símbolo da culinária lusitana nos mares do país. Bacalhau em Portugal é quase todo da Noruega, o maior exportador do mundo. E nem mais na hora de consumir os nossos colonizadores levam vantagem. Desde 2007, o Brasil ostenta a honrosa faixa de “maior importador de bacalhau da Noruega do planeta”. Devoramos cerca de 30 mil toneladas do “príncipe dos mares” por ano, enquanto Portugal come apenas 20 mil.
Mais alto cemitério vertical é nosso
Os santistas têm o mar a seus pés, mas, quando morrem, podem ficar mais perto do céu. A cidade abriga o cemitério vertical mais alto que há: o Memorial Necrópole Ecumênica. Com 55 metros, o inusitado cemitério tornou-se atração turística da cidade. Será ainda maior quando estiver pronta a mais nova torre do empreendimento, com 108 metros de altura, o mesmo que um edifício de 40 andares. O Memorial ostentará então um novo recorde: o de maior prédio de Santos.
Balões com formas inusitadas põem Brasil no topo
Não se assuste se você vir planando pelos céus uma casa, uma vaca malhada ou um cachorro gigante. Não há números oficiais, mas o presidente da Confederação Brasileira de Balonismo, Leonel Brites, acha provável que o Brasil seja o maior fabricante mundial de balões de forma. São balões dirigíveis como os outros, com a diferença de trazerem formas mais inusitadas e curiosas. “Criou-se tradição desse tipo de balão no Brasil”, afirma Brites. Vai saber por quê…
Se o negócio é gravata, conosco ninguém pode. Dizem que os europeus são os mais elegantes, mas saiba que o Brasil é o maior consumidor de gravatas do mundo. Por ano, são vendidas 18 milhões de unidades nas lojas brasileiras.
Menor jornal do universo sai de nossas prensas
O menor jornal de que se tem conhecimento é editado no Brasil. É o mineiro Vossa Senhoria, criado em 1935 pelo jornalista Leônidas Schwindt e passado de geração em geração. Ele sempre foi pequenino, mas desde 1998 ficou ainda mais enxuto: 3,5 cm por 2,5 cm, menor do que uma caixa de fósforos. Desde então, a tiragem do periódico saltou para 50 mil exemplares e ele ganhou assinantes na Europa e nos Estados Unidos. E, para orgulho da família, ninguém no universo arriscou fazer uma publicação menor.
Não há súditos tão leais ao rei do rock e à rainha do pop
O suingue ousado (mas desajeitado) de Elvis Presley e o sexy canto de Madonna parecem não fazer tanto efeito no mundo como no Brasil. Um levantamento de uma empresa de telefonia celular aponta que são os brasileiros quem mais baixam músicas de Elvis e Madonna. Só o País é responsável pelo download de 25% das canções do rei do rock. Já a rainha do pop também tem aqui súditos fiéis. Fazemos 16% dos downloads de músicas da cantora de Like a Virgin.
E por falar em tecnologia… Em um ano, os internautas brasileiros enviam mais de oito trilhões de mensagens de e-mails não solicitadas. O topo do ranking da chatice na internet é nosso. Em seguida vêm China e Estados Unidos.
Temos mais cursos de Direito do que o resto do mundo junto
O Brasil tem mais faculdades de Direito do que todos os países do mundo juntos. É isso mesmo. Por aqui existem 1.240 cursos superiores da área, enquanto no planeta há 1.100 faculdades. Mas esse recorde não é comemorado pelo Ministério da Educação. Desde 2007, quando iniciou uma cruzada para combater faculdades que ofereciam cursos de má qualidade, o MEC já reduziu mais de 24 mil vagas de Direito.
Escrito por Bruno Hoffmann para ALMANAQUE BRASIL
Matança indiscriminada de botos no interior do Amazonas vendidos como Piracatinga
A prática não é nova, mas da forma como vem sendo realizada, requer mais atenção dos ambientalistas, pesquisadores e autoridades ambientais a respeito do abate do boto tucuxi (Inia goffrensis), em várias regiões do Amazonas, por comunidades ribeirinhas, para a utilização de sua carne na pesca de uma espécie conhecida popularmente na Amazônia como piracatinga (Calophysus macropterus), ou birosca, mota e simi, em áreas da Colômbia e Peru, onde o peixe é comercializado.
Os animais são mortos tanto com arpão bem como por meio de facadas – num processo chamado pelos ribeirinhos de “sangrar o animal”.
Informalidade
No local em que as imagens foram gravadas, não há fiscalização dos órgãos competentes em orientar o ribeirinho para a captura da piracatinga de uma outra maneira, bem como o abate indiscriminado dos botos, o que é proibido por lei.
A utilização da carne do boto para a captura de pescado ocorre em virtude da mesma ter bastante “pitiú” (cheiro peculiar do peixe na salga), odor forte que atrai o peixe de hábitos carnívoros.
A estimativa dos ribeirinhos é a de que um boto adulto cujo peso varia de 150 a 200 quilos, possa render na pesca de aproximadamente 600 unidades de piracatinga.
Entretanto, como se trata de um mercado negro, os ribeirinhos não contam com apoio de uma cooperativa, e vendem o pescado para um atravessador, que se encarrega de comercializá-lo na área de fronteira.
Praxe
A utilização da carne de boto para a captura de algumas espécies de peixes é um fato bastante comum em várias regiões da Amazônia. Em algumas áreas, além do boto, os ribeirinhos também utilizam a carne do jacaré-açu (Melanosuchus niger).
Tal prática por várias vezes foi alvo de denúncias aos órgãos competentes, além de se tornar motivo de pesquisa por instituições como Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Projeto Piatam, Instituto Socio Ambiental (ISA), entre outros.
Relatório técnico elaborado no ano de 2003 pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá sobre a pesca da piracatinga dava conta de que no ano 2000 houve uma grande utilização das duas espécies para a captura do peixe, cujo principal mercado era a Colômbia, onde ele é comercializado em forma de filés.
Solução
O mesmo relatório oferece algumas sugestões que poderiam conter o abate indiscriminado de botos e jacarés – o que causa um desequilíbrio ambiental –, bem como alternativas para a captura da piracatinga.
Entre as propostas oferecidas pelo documento estão melhor controle na região de fronteiras – uma vez que o peixe capturado em território brasileiro é comercializado na Colômbia na informalidade –; avaliação e identificação dos ribeirinhos que atuam na pesca da piracatinga; avaliação dos impactos da caça ilegal de botos e jacarés, entre outras.
Em 2008, pesquisadores do Inpa, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Projeto Piatam e da fundação colombiana Omacha, também se reuniram para discutir o impacto da caça do boto, para a pesca da piracatinga.
Na ocasião, a pesquisadora Sandra Beltrán, do Projeto Piatam, chamou a atenção para o fato de que a ação econômica, relacionada a captura do pescado, gera riscos para a espécie (botos), e em alguns trechos, como por exemplo, no médio e alto Purus, a situação pedia mais atenção por conta do abate indiscriminado dos animais.
Síntia Maciel para A CRÏTICA de Manaus
Origem da expressão: PAGAR MICO
Uma brincadeira dos anos 1970 originou a expressão.
A expressão, usada quando alguém passa por um vexame, teria surgido junto com a popularidade do Mico-Preto, jogo que foi febre entre as crianças dos anos 1970. Para quem não o conhece, trata-se de um baralho estampado com figuras de animais. Ganha quem acabar com suas cartas formando pares de macho e fêmea. Como apenas o mico não tem par, quem termina com ele na mão perde o jogo.
CURIOSIDADES sobre José
Cidade de Goiás quer ser a terra dos Josés
| No Maranhão tem muito Ribamar. A Paraíba é conhecida por ser cheia de Raimundos Nonatos, e Goiás já tem uma forte candidata a terra dos Zés. É Itaguari, cidade de apenas quatro mil habitantes, a 90 quilômetros de Goiânia. Todos os anos, perto do dia de são José, acontece por lá a Festa dos Zés. Excepcionalmente, este ano o evento ocorrerá em abril, depois da quaresma, para não se chocar com quermesses e festividades da igreja católica. Como nas sete edições anteriores, a festa deve reunir cerca de 200 Josés, terá galinhada, shows de duplas sertanejas, catira e forró. Na abertura, católicos e evangélicos lerão passagens bíblicas sobre os Josés que aparecem nos textos do Evangelho.
Na avenida principal da cidade, a José do Couto, o organizador da festa, José Divino, o Zelão, elenca os colegas. “Tem o Zé Pinto, Zé Leitão, Zé Gamela, Zé Paulista, Zé do Pau, Zé Pelanca, Zé Fogão, Zé Taboca, Zé Quiabo… Não, Zé Quiabo mudou para Goiânia”, corrige. O esforço para tornar Itaguari a terra dos Zés não é pequeno. Zezico, o primeiro e único tabelião da cidade, mostrou o fichário de seu cartório, que soma 137 documentos com reconhecimentos de firma de Josés, mais 260 registros de propriedades em nome de Zés. Cada livro de registro civil aponta uma média de 43 Josés nascidos na cidade; são seis livros, o que dá uma estimativa de 258 Josés nascidos nos últimos 30 anos em Itaguari, “uma verdadeira zé reforma agrária”, brinca Zezico. O município, cuja base econômica é o gado de leite, conta com dois laticínios. Não deve ser difícil ao leitor adivinhar o nome dos proprietários… Escrito por Edson Wander, para ALMANAQUE BRASIL |