Geografia e História de Roraima – Aimbere Freitas
Quando fui fazer o Mestrado em São Paulo, levei meus 5 filhos e os matriculei no Colégio Albert Einstein, na divisa de Osasco com São Paulo. Colégio particular, dos bons. No decorrer do ano de 1986, eu que sempre acompanhei o estudo dos meus filhos, perguntava deles sobre os afluentes do Rio Tietê, Paraná, etc. Eles sabiam todos. Em São Paulo estudar a geografia e a história do estado é coisa corriqueira nas escolas públicas e privadas.
Ao retornar para Boa Vista em 1990, matriculei-os na Escola Estadual Ginásio Euclídes da Cunha. Meses depois fiz pergunta semelhante agora sobre o Rio Branco. Quais os afluentes do Rio Branco? Perguntei. Não sabiam. E foi neste instante que me veio o insight de escrever a GEOGRAFIA E A HISTÓRIA DE RORAIMA. Fui à escola e questionei a razão daquela lacuna no aprendizado das crianças. Recebi como resposta que não havia um texto (livro) que retratasse esse tipo de conteúdo.
Considero o conhecimento da geografia e da históriia do lugar onde se vive de suma importância para o desenvolvimento do amor pela terra, tão em falta por essas nossas bandas.
O livro foi escrito e publicado pela primeira vez em 1996. Daí para cá já foram 7 edições. Sempre com o mais absoluto sucesso popular. Já foram mais de 15.000 exemplares. O maior bestseller da Amazônia. Sim, por que no Brasil a média de exemplares é de 3.000. Acima disso é bestseller.
É um livro mágico e encantador. Quem lê, está preparado para qualquer concurso público em Roraima e são centenos ou milhares de pessoas que me abraçam nas ruas agradecendo por ter sido aprovado aqui e acolá após a leitura desse livro. Fico feliz por isso. Foi uma inspiração divina.
PS. Conhece esse livro? Já leu? Gostou? Gostaríamos de saber do seu depoimento.
Turismo Europeu na Amazônia
O mundo aprecia fazer turismo na Amazônia. Mas esse está concentrado em Manaus e em Belém.
Roraima, Acre, Rondônia e Amapá se conforma com pouco. Não necessariamente temos que ficar estáticos esperando algo cair das tetas do governo.
Vejam bem, tenho uma idéia que quero compartilhar com os amigos:
1- Moramos em uma ilha. Essa é formada Brasil (AM-RR-PA-AP), Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela. Nela fala-se 5 idiomas: português, francês, holandes, inglês e espanhol.
2- É possível fazer uma viagem de circunavegação em torno dessa ilha. Começa em qualquer cidade da sua borda. Por exemplo: Se inicia em Manaus ( mas pode ser Belém, Santarém, Macapá ou Caiena, Paramaribo, Georgetown, Ciudad Bolivar, etc). Desce de barco até Belém, sobe pela costa das Guianas, entra no Rio Orinoco, sobe-o até o Canal do Cassiqquiari e daí desce pelo Rio Negro e chega novamente em Manaus. Veja o croqui do mapa em anexo.
Os apelos turísticos para uma viagem desta são inúmeros. Ingleses, franceses, holandes, brasileiros, venezuelanos, espanhois, portugueses e tantos outros povos desejaríam fazer uma viagem desta.
A idéia está aqui lançada. Quero ler os comentários dos “experts”.
Roraima Território Federal e Estado
Durante 48 anos, Roraima foi um Território Federal. Tinha apenas um “Governador” nomeado pelo Presidente da República. Muitos governaram aqui sem nunca antes terem pisado o solo roraimense. Ignoravam tudo daqui. Mas governar um Território Federal era o máximo de uma ação na administração pública recheada de falta de compromisso. O cara não era daqui nem tinha vindo para ficar. O orçamento público só tinha, “basicamente” a coluna da despesa. A receita vinha de Brasília do Ministério que supervisionava o Território. Então o “governador” não tinha preocupação em desenvolver Roraima, pois ele não dependia das receitas para seu orçamento. O Território Federal não tinha a função fazendária. A história é longa, mas em linhas gerais o “governador” não se preocupava com o desenvolvimento local, mesmo porque a priodidade era a Segurança Nacional.
Pois bem, com esse desenho Roraima, em 1988, foi elevado a categoria de Estado membro da Federação. Como estado, ele deveria se manter com seus próprios meios. Mas que meios? Se nele não havia a cultura de pagar imposto, de desonvolver a iniciativa privada, de trabalhar fora do âmbito estatal?
Resultado: ainda hoje, decorridos 22 anos, a arrecadação de recursos próprios de Roraima. Imposto pago aqui, não passa de 27% do orçamento. Ou seja gastamos 100 mas só temos 27 para pagar a conta. E o que acontece para fechar tudo? Vamos para Brasília de pires na mão, dependemos do Fundo de Participação dos Estados, ficamos pendurados nas emendas parlamentares e por aí afora. Ou seja quando era Território Federal não nos desenvolvemos por irreponsabiliodade do Governo Federal que não tinha um plano para tal. Com Estado estamos de pires na mão e gastamos o que não podemos. Tem futuro?
PS. Você conheceu o Território Federal? Hoje seria melhor que voltássemos à condição de Território Federal já que tudo depende de Brasília? Qual a vantagem de ser Estado?
Segunda feira, dia infernal para Políticos
No Brasil, segunda feira é um dia de trabalho e aqueles que não gostam disso, detestam esse dia. Mas também é dia de CQC da TV. Dia horrível para os políticos em Brasília. Tem cada uma!!! Esses caras do CQC infernizam a vida dos representantes do povo brasileiro na capital federal.
Pode ter enício, a qualquer monento, um movimento, no Congresso Nacional, para acabar com a segunda feira. Fica mais ou menos assim: está decretado que o domingo tem 48 e não 24 horas de duração e que a semana tem início da terça – feira. Está abolida a segunda – feira. Pronto. Resolvido o problema. CQC não vai mais infernizar a vida deles.
PS. O que vocês acham de uma Lei acabando com a segunda feira? Quem concorda ou não se manifeste. Isso é um jeito de dar tranquilidade aos nossos políticos em Brasília ou você acha que deve acabar para ninbguém trabalhar nesse dia?
Brasil e o Combate à Corrupção
No Brasil, e em muitos países do mundo, a Democracia representativa está em crise. A Democracia Participativa surge como uma força democrática substitutiva. Essa tem como sua característica a não remuneração dos seus membros. As consultas populares e as audiências públicas, quando bem conduzidas, também são um excelente instrumento de democracia participativa além dos Conselhos Econômicos e Sociais.
A democracia representiva já foi um exemplar instrumento democrático, mas as eleições para a escolha dos seus representantes tornou-se um lugar por demais acolhedor de corrupção pela audaciosa compra dos votos dos eleitores carentes. A pobreza é a melhor amiga da corrupção eleitoral. O instituto da reeleição obriga a que os que desejam se manter no cargo lutem desesperadamente pela sua recondução. Se isso não fosse possível a corrupção ainda resistiria, mas em menor grau de virulência. Sou contra a qualquer tipo de reeleição para qualquer tipo de cargo. O candidato a representante, em muitos e muitos casos, pela sua proximidade com o Poder Executivo e este em si mesmo, desenvolveu mecanismos de corrupção que vão muito além do imaginável para retirar dinheiro do Executivo para custear as campanhas eleitorais cada vez mais caras. É um circúlo vicioso.
Mas não há corrupção sem corruptores. Corruptor é aquele, que não é do governo, mas está colado nele, como fornecedor de serviços e por onde passa, necessariamente o dinheiro que sai do governo. Torna-se assim a porta da corrupção com super faturamentos, licitações viciadas, etc. Nenhum estado é imune a isto, muito menos Roraima. Surgiu no Brasil um Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. Trata-se de uma parte mais consciente da sociedade que deseja um Brasil melhor com os recursos orçamentários sendo empregados em melhoria dos serviços públicos de interesse coletivo. Quanto mais pobre o país mais corrupto ele é. E o Brasil é um país ainda pobre, mas com um imenso desejo de avançar social, econômica e culturalmente. Seus avanços são tímidos. No governo Lula o país avançou socialmente. Milhões de miseráveis deixaram essa condição e passaram para a pobreza, muito pobres ascenderam para a classe média, mas ao mesmo tempo surgiram os escândalos por exemplo dos “mensalões”. Vem agora um candidato e diz que o “Brasil pode mais”. E pode mesmo. Basta cumprir o que está na Constituição Federal em seu art.37 quando enumera os Princípios Constitucionais que regem a Administração Pública brasileira: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Quem está na Administração do país em qualquer nível e que não cumpre esses princípios comete crime de improbidade administrativa se suja sua ficha de representante quer seja no Executivo, no Legislativo e mesmo no Judiciário. O Movimento de Combate a Corrupção Nacional levantou a chamada Ficha Suja (ou limpa de alguns) dos representantes (políticos) com o propósito de alertar os eleitores e tentar diminuir a taxa dos que pretendem se eleger mas estão maculados. O site www.mcce.org.br dá as coordenadas. O projeto já foi pro beleleu nas Casas Legislativas, mas a vontade popular não. Já o site http://www.excelencias.org.br/ traz detalhes da ficha de cada um dos atuais políticos em atividade basta aciona-los para ficar por dentro de tudo. Daí para frente a ação é com cada um de nós. Que tenhamos uma boa sorte.!!!
PS.: Qual sua participação na exclusão dos corruptos da vida nacional? O que você tem feito para que isso aconteça?


