2010: a maior seca da Amazônia

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Seca de 2010 na Amazônia provocou intensa perda de vegetação e emissão de carbono

As 10 maiores secas são as de 2010 (1º), 1963 (2º), 1906 (3º), 1997 (4º), 1916 (5º), 1926 (6º), 1958 (7º), 2005 (8º), 1936 (9º) e 1998 (10º).

A ocorrência de dois eventos climáticos semelhantes em um intervalo curto pode apontar um futuro sombrio para a Amazônia na avaliação do pesquisador Simon Lewis, da Universidade de Leeds, Simon Lewis.

O pesquisador britânico foi um dos coordenadores de um estudo sobre a seca de 2010 na Amazônia, cujo resultado foi publicado na edição desta sexta-feira (04), na revista Science.

A pesquisa usou como metodologia os impactos da seca na vegetação, fazendo um comparativo entre a vazante de 2005 e a de 2010.

O estudo, que teve a participação de dois pesquisadores da ong brasileira Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Daniel Nepstad e Paulo Brando, revela que seca do ano passado fez com que a Amazônia aumentasse sua contribuição na emissão de gases de efeito estufa.

Conforme a pesquisa, a mortalidade das árvores em 2005 atingiu 2,5 milhões de quilômetros quadrados. Em 2010, o impacto atingiu 3,5 milhões de quilômetros quadrados.

Segundo o estudo, seis anos atrás, o total de emissões de gases foi de 1,6 bilhões de toneladas de carbono devido às queimadas ou decomposição das árvores.

Em 2010, a região liberou 2,2 bilhões de toneladas de carbono.

Modelos climáticos globais analisados pelos pesquisadores sugerem que estiagens na Amazônia como estas se tornarão mais frequentes no futuro em decorrência das emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com Simon Lewis, em entrevista publicada no sítio do IPAM na internet, as alterações em ciclos climáticos como o El Nino e o aquecimento do Atlântico Norte causadas pelas mudanças climáticas também podem aumentar a intensidade e frequência de secas na Amazônia.

“A ocorrência de dois eventos dessa magnitude em um intervalo tão curto é extremamente incomum, mas, infelizmente, coincide com os modelos climáticos que preveem um futuro sombrio para a Amazônia”, afirma Simon Lewis.

Em um ano normal, as florestas intactas remanescentes absorvem cerca de 1,5 bilhão de toneladas de CO2, o que tem ajudado a abrandar as mudanças climáticas nas últimas décadas.

A vazante de 2005 do rio Negro, apesar seu impacto, ocupa o oitavo lugar no ranking medido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Frequência

Em 2005, a região foi castigada por uma seca que matou árvores de grande porte em regiões de floresta primária na Amazônia, fazendo com que as florestas deixassem de acumular o dióxido de carbono da atmosfera. À medida que entram em decomposição, as árvores mortas liberam CO2 para a atmosfera.

À época da seca de 2005, cientistas descreveram o evento como uma “seca que ocorre uma vez a cada 100 anos”, mas a região foi atingida por uma segunda seca extrema apenas cinco anos mais tarde.

A previsão dos estudiosos é a que a floresta amazônica não irá absorver 1,5 bilhão de toneladas de CO2 da atmosfera em 2010 e 2011, e que serão emitidas 5 bilhões de toneladas adicionais de dióxido de carbono na atmosfera uma vez que as árvores mortas pela seca apodreceram.

Para se ter uma dimensão desse impacto, em 2009 os Estados Unidos emitiram 5,4 bilhões de toneladas de CO2 resultantes da queima de combustíveis fósseis.

O pesquisador Paulo Brando, do IPAM, afirma que as perdas de carbono não serão imediatas, uma vez que o processo de decomposição de árvores mortas pela seca pode demorar décadas.

“A ocorrência de duas grandes secas, separadas em um intervalo de dez anos, pode compensar largamente o carbono absorvido pelas florestas intactas da Amazônia durante esse período. Se eventos como esses se tornarem mais frequentes, a floresta amazônica chegará a um ponto crítico, no qual deixará de ser um valioso reservatório de carbono para se tornar uma das principais fontes de emissões de gases de efeito estufa”, esclarece Paulo Brando.

O cientista acrescenta que muita insegurança e certa controvérsia ainda pairam em torno dos impactos da mudança climática na Amazônia.

Segundo ele, essa nova pesquisa soma-se a um conjunto de evidências, sugerindo que as estiagens se tornarão mais prolongadas, mais intensas e mais frequentes durante o século 21.

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Os Posts mais visitados do ano de 2010.

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As Vuvuzelas e a Política de Roraima

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As vuvuzelas  da Copa do Mundo de Futebal na África irritam qualquer um pelo seu barulho desnecessário. E mais, se o barulho das vuvuzelas ganhassem jogo, a África do Sul teria se classificado. Fazendo um parâmetro com a política local, vamos entrar, depois da Copa, na campanha eleitoral para escolher nossos representantes de 2010. Muito barulho vai aparecer na campanha, muita mentira que de tanto vuvuzelar vai querer se tornar verdade. Cuidado com o barulho na sua TV, no seu rádio, na sua rua. Não se deixe entorpecer pelo que os vuvuzeleiros dirão.

Campanha eleitoral é assunto SÉRIO. Não é jogo. É escolha da nossa representação democrática. É a nossa vontade que vai para Brasília levando o que sonhamos e o que queremos para o presente e para o futuro, principalmente para o futuro.

Brigas, xingamentos, palavrões não constroem nada. Só destroem. Prestem atenção na vida pregressa do candidato, na sua postura se é ou não confiável e no que ele(a) se propõe a fazer ou defender. Não importa de que lado ele(a) esteja, desde que esteja do seu lado, do seu pensamento, dos seus anseios e aspirações. Não se intimide, nem vote por paixão. Vote com a razão.