Minha medalha do Mérito Comercial

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Ontem, dia 17 de abril, foi um dia emocionante para mim. Recebi a Medalha do Mérito Comercial de Roraima por intermédio da FECOMÉRCIO. Por gentileza dos diretores daquela Casa fui escolhido unanimemente para receber tal honraria. No jantar de gala foi exibido um video que retratou parte de minha vida, com falas de minha esposa Darci, de minha filha Cristina e de depoimentos de meus filhos. Isso foi muio emocionante.

Fiz um discurso de agradecimento a todos e em especial ao Presidente da entidade Airton Dias e lembrei de uma coisa importante que arrancou apalusos dos muitos presentes: a maior conquista do comércio de Roraima foi a abertura da BR-174 em 1977. Mas de lá para cá, com a exigência natural do Desenvolvimento Regional ela está ultrapassada. Não foi construída para ser efetivamente uma estrada para escoar produção mas sim para atender aos ditames da Segurança Nacional vigente à época. Ela não suporta, hoje, o peso do Desenvolvimento. E aí: ou faz uma nova ou então faz Ferrovia até Manaus e até Georgetown. É um desafio? É. Mas quem não presta para enfrentar desafio não serve para viver. Comprometamo-nos todos com o desafio de dar a Roraima transporte seguro e confiável para seu desenvolvimento. Eu já topei.

PS. Está aberta a discussão.

Transporte seguro e confiável para Roraima

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Enquanto Roraima não tiver, ao seu dispor, transporte que seja seguro e confiável ele não se desenvolverá. Transporte é indutor de desenvolvimento. Mas não é qualquer transporte. Tem que ser seguro para não fomentar a desconfiança e o prejuízo e, ao mesmo tempo, confiável. Quem o usa precisa ter certeza de que a mercadoria  vai chegar ao seu destino no tempo previsto. Isso está inserido na competitividade empresarial no mundo em que vivemos.

A BR-174 não é uma rodovia e muito menos segura e confiável. Ela foi construída não para servir ao desenvolvimento regional, mas para atender aos ditames da Segurança Nacional tão em voga na época dos governos militares. Na última pesquisa realizada pela CNT, em 2009, entre 109 estradas pesquisadas ela apareceu no lugar 89 no ranking das melhores para as piores. Está entre as mais ruins ou péssimas estradas do Brasil. E é essa a única estrada que Roraima dispõe e para ir apenas até Manaus.

Por outro lado o Branco, único rio interestadual de Roraima, não é trafegável durante 9 ou 10 meses por ano. Assim em Roraima não há transporte fluvial. Com não há transporte ferroviário, as possibilidades de  escoamento da produção (que ainda não existe em quantidade suficiente) não pode ocorrer e assim o capital não olha para Roraima e por aqui não chega. O tempo passa, a inquietação por mais emprego aumenta, o desenvolvimento não chega.