O transporte de todos nós

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Andar de carro de modo exclusivo é um prazer. Todavia é um prazer nocivo à saúde do transporte das cidades. Se você ficar parado numa avenida de numa cidade brasileira de grande movimento e observar quantas pessoas ocupam os carros que passam, verá que a média é de menos de 1,5 pessoa por veículo. Ou seja, um carro que tem capacidade para 5 pessoas, transporta apenas 1,5. O restante é desperdiçado. E este desperdício pesa no bolso do proprietário (que compra um carro maior que sua necessidade) e com ele vai para as ruas que ficam congestionadas e vai até contribuir com o aumento do número de acidentes de trânsito, etc.

O transporte coletivo é mais racional, mais inteligente e menos agressivo. Mas o prazer fala mais alto e a propaganda, as facilidades de crédito e, principalmente o Lobby das montadoras fazem com que cada vez, tenha mais carro em nossas vias públicas. Isso é ruim para todos.

Boa Vista, capital de Roraima com 300.000 habitantes de acordo com dados do DENATRAN e do IBGE, tem 38,6 carros/100 habitantes. É um índice altíssimo. Boa Vista está no 117º no ranking de motorização nacional. É  segundo índice mais alto  da Amazônia. Mas as pessoas vão levar muitos anos para compreender isso e as autoridades mais ainda para entender que o transporte público precisa receber prioridade no tratamento coletivo das cidades, o que temos que fazer, e podemos fazer, é educação no trânsito procurando oferecer as pessoas como conviver com essa situação.

PS.: Você tem observado como sua cidade está cheia de carros? E que não há estacionamento em muitos lugares? Nas proximidades dos Supermercados, que é um polo gerador de tráfego, então, é um horror.

O que você pode fazer para colaborar com a melhoria disso?

Acessibilidade e as Calçadas no Brasil

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Trato hoje da situação das calçadas públicas no Brasil. Moramos em Boa Vista – Roraima e podemos usar essa nossa cidade, como exemplo de descaso com as calçadas brasileiras.

Observa-se que nas partes mais nobres das cidades mais ricas, as calçadas até que são respeitadas. Exemplos: Av. Paulista, em São Paulo, calçada larga, bem cuidada, sinalizada, limpa. Uma beleza. O calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro são exemplos positivos. Outros existem em outras cidades em várias regiões do Brasil. Mas são exemplos localizados

Quando a pobreza vai aumentando as calçadas vão piorando. A calçada não pertence ao dono do terreno contíguo. Ela é pública. Não pode, por exemplo, o sujeito estacionar carro sobre a calçada. Ela é destinada ao trânsito de pedestres. O indivíduo que seja um cadeirante em Boa Vista, ou em qualquer outra cidade do Brasil não pode ir com sua cadeira de rodas a lugar algum: as rampas não prestam, as poucas calçadas são irregulares (uma altas outras baixas), estão cheias de lixo  ou mesmo de carros estacionados. Um horror.

As Prefeituras até ensaiam coibir os estacionamentos irregulares sobre as calçadas. Mas é só arranque e pára. Neste momento qualquer um pode dar uma volta pelas ruas de sua cidade e constatar o que estou aqui dizendo: a calçada está tomada de obstáculos.

Nas ruas dos bairros então é uma calamidade. Neles não há nem calçada. Só mato e lixo. Eu tenho uma sugestão: colocar as autoridades responsáveis por esse tema em cadeiras de rodas e mandar que elas se locomovam pelas ruas da cidade. Só assim tomam consciência que a acessibilidade é importantíssima, mas ela é muito dificultada e precisa melhorar. E logo.

PS. Como estão as calçadas de sua cidade?

Se você é cadeirante, o que acha das calçadas brasileiras?

Motorização das cidades

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Andar de carro de modo exclusivo é um prazer. Todavia é um prazer nocivo à saúde do transporte das cidades.

Se voce ficar parado numa avenida de grande movimento e observar quantas pessoas ocupam os carros que passam, verá que a média é de menos de 1,5 pessoa por veículo. Ou seja, um carro que tem capacidade para 5 pessoas, transporta apenas 1,5. O restante é desperdiçado. E este derperdício pesa no bolso do proprietário (que compra um carro maior que sua necessidade), vai para as ruas que ficam congestionadas, para contribuir com o aumento do número de acidentes de trânsito, etc.

O transporte coletivo é mais racional, mais inteligente e menos agressivo. Mas o prazer fala mais alto e a propaganda, as facilidades de crédito e, principalmente o Lobby das montadoras fazem com que cada vez, tenha mais carro em nossas vias públicas. Isso é ruim para todos.

Especificamente Boa Vista, com dados do DENATRAN e do IBGE, tem 38,6 carros/100 habitantes. É um índice altíssimo. Basta comparar: o Brasil tem 5.645 municípios e Boa Vista está no lugar 117 no ranking de motorização. É  segundo índice mais alto  da Amazonia.

Mas como as pessoas vão levar muitos anos para compreender isso e as autoridades mais ainda para entender que o transporte público precisa receber prioridade no tratamento coletivo das cidades, o que temos que fazer, e podemos fazer, é educação no trânsito procurando oferecer as pessoas como conviver com essa situação.

PS.: Voce tem observado como Boa Vista está cheia de carros? Não há estacionamento em muitos lugares? Nas proximidades dos Supermercados, que é um polo gerador de tráfego, então, é um horror.

O que você pode fazer para colaborar com a melhoria disso?