Todos querem ser governo. Senadora afirma: “oposição está na UTI”

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A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que se absteve na votação de anteontem pelo salário mínimo de R$ 545, afirma que está “desconfortável” no DEM e que a “oposição está na UTI”.

Folha – Por que a senhora se absteve?

Kátia Abreu – Não tem nada a ver com o partido. Quando a Dilma se elegeu, eu disse: CPMF, não. Imposto, não. Quero assumir qualquer condição antipática, mas que não permita que a inflação retorne ao país.

A crise no DEM ou a possibilidade de ingressar em um partido do governo não pesou?

Não. Se eu tiver que sair do partido, não tem nada a ver com o meu voto. Não existe uma pirraça. Não votei com a Dilma, eu votei com o Brasil.

A senhora vai sair do DEM?

Nesse momento não, mas estou muito desconfortável no meu partido. Não estou bem lá, não estou feliz.

A saída de Gilberto Kassab é inevitável?

Pode ser que não, tudo pode acontecer, assim como comigo. Quase metade do partido está se sentindo desconfortável. Mas ninguém está com decisão tomada.

A crise no DEM vai enfraquecer a oposição?

Não creio que tem condições de ela ficar mais fraca. Qualquer atitude do Kassab não vai alterar esse quadro. A oposição está na UTI.

GABRIELA GUERREIRO, jornal Folha de São Paulo