FERROVIAS EM ALTA NO GOVERNO DILMA

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FERROVIAS EM ALTA NO GOVERNO DILMA

A notícia é ótima. Todos sabem que defendo uma ferrovia ligando Manaus a Boa Vista e daqui a Georgetown. Esse tese de doutorado já rendeu alguns frutos. Cito apenas dois: O plano nacional de viação foi alterado para nele ser acrescentado a Ferrovia Transcontinental que ligará o Espirito Santo ao Acre e daí ao Pacífico e o projeto de uma ferrovia ligando Manaus a Humaitá.

Agora, o Ministro Alfredo Nascimento, conhecedor da região amazonica assume dizendo que dará enfase às ferrovias no governo Dilma.

Preciso conversar com ele sobre o assunto para que a ferrovia Manaus/Boa Vista/Georgetown entre nas prioridades nacionais.

Vejam o que diz o Jornal Valor Economico: 

 Alfredo Nascimento dará ênfase a ferrovias

03/01/2011 – Valor Econômico

As estradas brasileiras, que hoje respondem por 70% do escoamento da produção nacional, continuarão a protagonizar a malha logística do país, mas perderão cada vez mais espaço com o crescimento dos modais ferroviário e hidroviário. A inversão na matriz logística nacional será a principal busca do Ministério dos Transportes, afirmou o senador Alfredo Nascimento (PR-AM), que assumiu o ministério no sábado, substituindo Paulo Sérgio Passos. Na pauta ferroviária inclui-se a realização do leilão do trem-bala entre São Paulo e Rio, marcado para abril. Segundo Nascimento, a licitação está mantida.

Vamos trabalhar para mudar o cenário logístico do país. Infelizmente o modal de transporte brasileiro não é o correto. Não se privilegiou o investimento em ferrovias e hidrovias, mas apenas em rodovias, disse o ministro, após a solenidade.

Recuperamos 90% da malha rodoviária do país, mas já começamos a investir em ferrovias e vamos aproveitar melhor os rios. Vamos concluir a ferrovia Norte-Sul no primeiro semestre deste ano e a Transnordestina em 2012.

Nascimento tem formação em Letras e Matemática, com especialização em Administração de Empresas. Foi secretário da área econômica do governo do Amazonas várias vezes, além de vice-governador e senador.

Expansão do Pólo Industrial de Manaus para Roraima

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O Pólo Industrial de Manaus – PIM, antiga Zona Franca de Manaus, é certamente um modelo de desenvolvimento bem sucedido. Precisamos expandi-lo para Roraima.

Criado em 1967, o PIM trouxe um pouco mais de dignidade para o esquecido norte do país, além de proteção para nossas fronteiras. Mas vejam que a cidade escolhida, Manaus, já está num estágio de evolução bastante avançado. Só o PIM gera 100 mil empregos diretos e outros 400 mil indiretos. E o faturamento em 2009 foi de aproximadamente 30 bilhões de dólares. Ou seja, no Amazonas, em Manaus, a dependência do governo (economia do contracheque) é bastante reduzida. Manaus é hoje o centro econômico do norte do país.

Em contrapartida, na periferia do norte, mais especificamente no extremo norte do Brasil, estamos nós aqui em Roraima afundados na “economia do contracheque”, na total dependência dos governantes que elegemos. Isso faz mal para Roraima. Os representantes do povo e do Estado de Roraima, respectivamente deputados federais e senadores, têm o dever de lutar por uma mudança dessa realidade. Reflitam comigo: Por que até hoje Roraima continua na mesma?

Sempre que grandes projetos tentaram chegar a Roraima, forças ocultas os impediram. A iniciativa privada já fez várias tentativas, que acabaram frustradas. É uma pena, pois hoje poderíamos estar num estágio bem mais avançado de desenvolvimento.

Defendo a expansão do Pólo Industrial de Manaus para Roraima. Pacote completo com todos os incentivos. A ideia é que seja nos mesmos moldes do PIM. Garanto que várias grandes empresas vão querer vir para Roraima. Mais empregos serão gerados, Roraima vai surgir para o Brasil, nosso povo terá mais dignidade.

Aliado a essa grande proposta do Pólo Industrial de Roraima, nos moldes do Pólo Industrial de Manaus, defendo também a construção de uma estrada de ferro Manaus – Boa Vista – Georgetown para escoamento da produção dos dois pólos. Vejam que projetos para Roraima crescer e se desenvolver existem. Só falta um pouco de vontade para fazer as coisas acontecerem. E essa vontade só existe em quem quer o melhor para Roraima. Sabemos que todas essas realizações seriam uma proeza para Roraima, pois teríamos que “mover montanhas” para realizar tudo isso. De toda forma, se não tivermos pessoas (senadores e deputados) atuando lá em Brasília, no Congresso Nacional, articulando para que esses projetos aconteçam em Roraima, de fato nada vai acontecer. Reflitam: Tais projetos não poderiam estar no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, por exemplo? Por que não estão? Tem algum outro grande programa de desenvolvimento nacional no qual Roraima esteja inserido?

É preciso que senadores roraimenses defendam/pensem Roraima no Congresso Nacional (parece redundante, mas não é). Não queremos representantes de Roraima no Congresso Nacional que fiquem calados, que não tenham idéias, projetos, vontade e força para defender nosso Estado.

Por Amor a Roraima – Vote Aimberê 433

FPE e FPM: a economia do Estado e dos Municípios

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Nos últimos anos assistimos uma choradeira dos diabos tanto do governo do Estado quanto dos municípios pela diminuição dos repasses constitucionais dos Fundos FPE e FPM para Roraima. Acusam Lula de ter feito festa com dinheiro dos outros (no caso o festival de incentivo fiscal, com descontos de IPI para veículos e outros itens a mais) e isso fez diminuir o bolo da distribuição dos Fundos.

Na verdade a origem dessa choradeira vem desde o último censo do IBGE quando constatou a diminuição da população ou pelo menos, no caso de RR, a diminuição do ritmo de seu crescimento populacional.

Aproxima-se novo trabalho do IBGE-2010. As prefeituras estão dispostas a colaborar com o pessoal do IBGE? Será que o ritmo do crescimento populacional continua diminuindo?

P.S.: No seu ponto de vista, o que está acontecendo? E o que deve ser feito? Como fica a economia de contra-cheque? E a economia real?