Maldição do Egito

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A MALDIÇÃO DOS FARAÓS!
Trecho de artigo de Milagros Sandoval – EFE/La Nacion

Hosni Mubarak, o último dos 4 faraós da moderna história do Egito, mantém hoje uma batalha nas ruas do país e com uma essa espécie de maldição política que regeu a vida de seus 3 antecessores.

O rei Faruk I acabou destronado em 1952.

O presidente Gamal Abdel Naser, depois de sofrer a pior derrota na  guerra dos Seis Dias contra Israel (1967), renunciou, foi reposto por apelo popular e morreu do coração em 1970.

O presidente Anuar al Sadat perdeu a vida assassinado em um magnicídio. Todos eles tiveram governos marcados pela guerra e  tragédia no final, como se houvessem quebrado alguma norma que reavivasse a maldição do faraó Tutancâmon, que reinou entre 1333 e 1322 antes de Cristo, para quem ousara abrir sua tumba.

EGITO x TUNÍSIA: Opinião de quem esteve lá

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Ontem postei aqui um texto que falava da proibição, pelo governo ditatorial, do TWITTER e do FACEBOOK no Egito. O texto faz alguma correlação entre a Tunísia, aonde o governo, igualmente ditatorial, já caiu e a ditadura de 32 anos, do Egito.

Um amigo, também twitteiro, com a experiência de quem tem amigos intelectuais africanos e morou por lá fez o seguinte comentário recolocando as tudo conceitualmente no lugar certo.

Vejamos:

“Aimberê,
Morei por largo tempo na África, e muito embora tal circunstância não tenha em nada diminuído minha ignorância acerca da realidade das nações situadas ao Norte do Continente, região islamizada, Magreb e Egito, possibilitou-me constituir relações pessoais com bom número de intelectuais africanos, alguns deles bastante argutos.

Por esforçar-me, tenho conseguido manter parte destes vínculos e assim obter acesso a caracterizações que reputo mais qualificadas (principalmente em relação ao que alardeia nosso “jornalismo” Ocidental que suponho entender tanto de África quanto da Lua) acerca de eventos ou fenômenos que naquele Continente dão-se. Pois bem, aquilo que têm-me dito tais fontes afirma que há uma dessemelhança irreconciliável entre a sublevação tunisiana e o atual enfrentamento egípcio. Muito embora, primariamente, possamos considerar ambos os movimentos como contrapostos a domínios igualmente ditatoriais dos Estados, isso não basta, o “contra quem”, para que deles tenhamos uma visão minimamente apurada.

O que parece ocorrer é que na Tunísia deu-se uma insurreição integrada subordinadamente por organizações religiosas mas dotada de pluralidade política de interesses manifestos, assim organizações sindicais, estudantis, de ofícios liberais citatinos, fizeram carga e foram a musculatura e orientação do movimento; estamos nisso no típico espaço público, secular, político, o que possibilita que uma qualquer perspectiva de avanço emancipatório resulte do fenômeno social. Já a situação egípcia parece ser bem outra, lá o enfrentamento está a ocorrer sob plena hegemonia de setores organizados do mais obscurantista fundamentalismo religioso, a ação é infra-política, mobilizada por estímulos e pulsões de arcaísmo abjeto, um seu improvável e indesejável triunfo seria ainda mais violento (geraria ainda mais sofrimento desnecessário) para o povo do que mesmo o atual facão ditatorial, aponta para uma regressão da cidadania limitada a um arrebanhamento compulsório e intolerante; tudo dá-se no “espaço privado” do arbítrio e mandonismo, na afirmação de ordenamentos extramundanos, é tudo apolítico e desumano.

Dizem-me que as especulações sobre as supostas pretensões do tal ex-chefe local do “Serviço de Informações” não passa muito de construto exógeno, estadunidense, sem amparo algum na sociedade.

 

Todas as ferramentas, inclusive as ditas comunicacionais, não têm o escopo de determinar a finalidade para a qual são utilizáveis. É uma exigência para aqueles que militamos por Justiça social e por Emancipação humana que avaliemos a realidade segundo sua concretude, por aquilo que ela é, por sua mesmidade, e não por verificarmos que agentes mais ou menos vistos usam ou não determinados meios, ainda que moderninhos.
Respeitosamente
Rui Donato”

EGITO suspende funcionamento do TWITTER E FACEBOOK

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                          GOVERNO DO EGITO SUSPENDE FUNCIONAMENTO DE TWITTER E FACEBOOK

                       O Twitter e o Facebook, que desempenharam um papel importante na revolta tunisiana e na consequente derrubada de Ben Ali, tiveram seu funcionamento suspenso no Egito.  Foi a maneira encontrada pelas autoridades egípcias para evitar a propagação das convocações para novas manifestações naquele país.          

                     Tais manifestações se voltam contra não apenas as permanentes violações dos mais elementares princípios da democracia, mas ainda a ambição de o Presidente Hosni Moubarak colocar seu filho Gamal Moubarak, 47 anos, como seu sucessor. Banqueiro de profissão, fora ele encaminhado em 2002 para presidir o Partido Nacional Democrático (PND), no poder há mais de 30 anos. Hosni Moubarak seria reeleito em outubro de 2011 e, um ou dois anos depois, então com 84 ou 85 anos de idade, abdicaria em favor de seu filho Gamal.              

                      Assim agiria o atual rais (chefe supremo e incontestável). Mas há um obstáculo pelo caminho: a candidatura do General Omar Suleiman, antigo chefe do serviço secreto egípcio e atual Vice-Presidente da República, que poderia contar com o respaldo das forças armadas, verdadeiro centro do poder naquele país desde a derrubada da monarquia.  Os setores econômicos também se poderiam aliar aos militares, pois Gamal é conhecido por suas pretensões de introduzir reformas liberais, em especial por meio de privatizações.

                     Naquele país, governado por uma ditadura, onde o povo está impedido de se manifestar foram as redes sociais, twitter e facebook, quem permitiu um grito de LIBERDADE. As convocações para as manifestações de protesto só aconteceram, e ainda estão acontecendo, pelo uso dessas redes democráticas. Isso é um alerta para os tiranos ainda existentes nesse mundo.