Aimberê no Senado e a política de Defesa Nacional

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No senado da República adotarei como meu o programa do Partido Verde que prevê para as Forças Armadas e para a Defesa Nacional os seguintes pontos:

  • Modernização das Forças Armadas e a incorporação à doutrina e rotina militar da missão de proteção do meio ambiente, particularmente dos grandes ecossistemas brasileiros.
  • A capacidade operacional das Forças Armadas e seu nível tecnológico devem ser preservados para poder fazer frente a qualquer contingência. Embora não se perfilem como prováveis conflitos com países vizinhos nem distantes tais hipóteses nunca podem ser totalmente descartadas.
  • Controle mais efetivo sobre as fronteiras e, particularmente, sobre o fluxo de armamento de guerra cujo monopólio nas mãos das Forças Armadas é uma das condições fundamentais para o estado de direito.
  • Quando necessário a intervenção militar para impedir que áreas do território nacional passem ao controle de bandos com armamento de guerra.
  • As propostas do PV para a defesa nacional:

a) o fim do serviço militar obrigatório, com a criação da prestação de serviço na

área civil, e a profissionalização do contingente;

b) a consolidação de uma nova doutrina de Defesa Nacional incorporando o

conceito de defesa do meio ambiente e dos ecossistemas brasileiros;

c) o direito ao voto dos soldados e marinheiros;

d) adequação do padrão salarial dos militares em níveis compatíveis com suas

responsabilidades e sacrifícios;

e) os grandes projetos de defesa das fronteiras e de proteção do território e do

espaço aéreo, principalmente na região Amazônica, deverão ser compatíveis,

assegurar uma independência tecnológica e compatibilizar a defesa da fronteira

norte com a preservação da floresta e das nações indígenas da região.

Brasil entre Venezuela e Colombia

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Ontem escrevi sobre uma possível guerra na América do Sul entre Colombia e Venezuela. Guerra essa em parte fomentada pela indústria bélica norte americana e pelas ações intempestivas do Presidente da Venezuela.

Muitos comentários vieram de várias partes. Os povos irmãos colombianos e venezuelanos entendem que essa crise não chegará a uma guerra. Eles acham que o atrito é entre os dois governos e não entre os dois povos irmãos. Pode ser, mas no mundo tem tantos países ditos irmãos que não resistem a este fomento de guerra, não é?

De qualquer maneira até o Presidente Lula, pelo seu portavoz, disse que vai interlocutar as conversas entre os dois mandatários e trazer a paz. Mas apenas disse. Ele sabe que sua missão com esse propósito no Oriente Médio foi um grande fracasso. Mas vamos ver.

Para o Brasil sobra um ENORME alerta. Temos que ajudar os militares a trazer mais gente e armamento para a nossa fronteira. No Brasil as coisas são assim: o Ministro da Defesa anuncia a criação de 20 Pelotões de Fronteira em Roraima, por exemplo. Anuncia que a Base Aérea será equipada com aviões de caça, etc e tal. Mas só anuncia. E o tempo passa e nada acontece de fato. Os militares que estão em Roraima são sentinelas permanentes, mas como são poucos, se houver uma necessidade real e o Rio Branco estiver seco, por essa estrada vagabunda que temos, não chegarão os esforços a tempo.

Como Senador da República e conhecendo muito de perto essa situação (pois acompanho essa escalada há 63 anos) emprestarei meu apoio a essa causa de Defesa do Nosso Território aqui nessa perigosa fronteira. Os militares sabem como se faz isso. O que eles não tem é apoio.

Vejam só o seguinte: Escrevi um livro, em 1998, com uma bolsa da Espanha, não do Brasil, denominado FRONTEIRA BRASIL/VENEZUELA – Encontros e Desencontros. Este, está esgotado. Nele eu mostro que a linha divisória entre Brasil e Venezuela ainda não foi concluída. Faltam mais de 1.800km de frontreira a ser demarcada com marcos intervisíveis. Em outras palavras: de fato ninguém sabe onde começa o território brasileiro ou onde termina a Venezuela. Por que isso? E eu respondo: Porque a Comissão Demarcatória da Região Norte com sede em Belém do Pará, ligada ao Ministério das Relações Exteriores (que diz que vai conversar) não tem dinheiro. Ou seja nenhum parlamentar do Norte e notadamente os de Roraima falam nisso. E isso é DEFESA NACIONAL.

Então o Brasil tem inteligência e estudos para a resolução dos seus problemas. Vide nesse caso a açãos dos militares que sabem como proceder, mas falta uma ação política na área do planejamento e do orçamento. Ou melhor precisará que ocorra algo bem grave para o Presidente da República deixe de pensar em futebol e passe a pensar nas fronteiras do Norte do Brasil.

P.S.: Por essa indefinição da fronteira, com a ausência de marcos intervisíveis, o mapa do Brasil que conhecemos aqui no Norte pode não ser real. Sabia? Ou seja nem dinheiro para se saber até onde vai o quintal do Brasil nós temos. O que voce acha disso?