Modinhas e canções infantis e o trauma que elas provocam nas criancinhas brasileiras

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Segundo a desconhecida autora, que usa o disfarce de “Au Pair”, ou seja, babá e estudante nos Estados Unidos da América, os males do Brasil são decorrentes das canções de ninar.

Preconceito, masoquismo, apologia do suicídio, disseminação do medo, falta de respeito aos animais, autoritarismo, abuso de poder, indução a tragédia aérea, incitação à violência conjugal. A lista é grande como grande é o desatino de pessoas que continuam a cantar e a divulgar essas canções.

Um horror!

Vejamos alguns casos citados na mensagem.

A música “boi da cara preta” [é] uma ameaça horrorosa e mordaz, pois incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina que tem medo até de uma inocente careta.

Esta é a razão número um. Existem outras.

Atirei o pau no gato-to-to
Mas o gato-to-to não morreu-reu-reu
?

Politicamente incorreta, pois onde já se viu atirar o pau no gato, essa criatura tão indefesa? Para completar, ainda aparece o masoquismo dessa mulher sob a alcunha de “D. Chica”.

Pior do que o boi da cara preta não poderia existir, mas existe, sim:

nana neném que a cuca vai pegar…?
Caramba… outra ameaça! Agora com um ser ainda mais maligno que um boi preto!

Boi da cara preta, já vi muitos. A cuca ainda não encontrei, de modo que não posso assegurar a malignidade dessa entidade terrível. Por via das dúvidas, e parafraseando o sábio ditado espanhol, no creo en cucas, pero que las hay, hay.

Além de bichos-papões, o cancioneiro popular (puro clichê:) trata de temas igualmente graves como a realidade tão vergonhosa da desigualdade social na modinha

Eu sou pobre, pobre, pobre,

De marré, marré, marré.

Eu sou rica, rica, rica,
De marré, marré, marré.

Como simples e modesta contribuição: de marré significa de mentira ou de mentirinha, no idioma das crianças e de muitos adultos.

Continuemos.

Vem cá, meu bem, vem cá !
Não vou lá ! Não vou lá, Não vou lá !
Tenho medo de apanhar.

Marcha soldado,
Cabeça de papel!

Autoritarismo e abuso de poder estão embutidos nessa marchinha. A autora esquece a referência à cabeça de papel do soldado que marcha. O que existe dentro dessa cabeça?

A canoa virou,

Foi por causa da (nome de pessoa)
Que não soube navegar.

as crianças brasileiras são ensinadas a apontar o dedo e condenar um semelhante. Explica a estudante “Au Pair”.

Mente privilegiada, a estudante encontrou em modinha do folclore a previsão do causaéreo que perturbou o país em 2007:

Cai, cai, balão !
Na rua do sabão.
Não cai, não !

Cai aqui na minha mão !

Essa música não só induz à uma tragédia aérea … como também é uma óbvia e clara apologia ao suicídio! (cai aqui na minha mão)

E o que dizer de canção popular que induz ao desperdício?

Se esta rua se esta rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu, para o meu amor passar.

Milhares de quilates de brilhantes jogados, literalmente, na rua quando milhares de brasileiros mal conseguem dinheiro para comprar um anel de zircônia para colocar no dedo magro de medo?

E todo esse esbanjamento apenas para se mostrar, para aparentar riqueza.

Terezinha De Jesus é um verdadeiro incentivo à falta de consideração à própria família. Depois de cair ao chão, e antes mesmo de verificar a gravidade da queda, Terezinha recusa a ajuda do próprio pai!