Twitter e o parlamento brasileiro

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Ontem truou pelo twitter a informação de que um deputado federal, twittou parte de uma reunião “secreta”da Câmara dos Deputados e por isso, o Presidente, irritado, repreendeu o Deputado e encerrou abruptamente a tal reunião. O Deputado twitteiro, é um ex-policial e o tema da reunião dizia respeito a PEC 300 que trata do assunto da remuneração dos policiais. Mas isso não importa. Se o assunto era esse ou aquele, penso que na Câmara Federal não há lugar para assunto “secreto”. Lá é lugar de assunto público que visa exclusivamente o interesse público. Ou não?

O twitter é uma ferramenta nova nos costumes nacionais e mundiais. É instantâneo no transmitir mensagens. É revolucionário, portanto.

Tenho por Michel Temer, o Presidente daquela casa, respeito e consideração. Ele foi um dos professores da PUC de São Paulo que fez parte de minha banca examinadora do mestrado na FGV de São Paulo, como Doutor em Direito Constitucional e, depois, prefaciou um dos meus livros. Considero-o um democrata. Mas o fato é que ele, por certo, conhece o twitter apenas superficialmente e se surpeendeu diante dessa novidade mundial e brasileira. O que é novo espanta.

A questão é saber como a sociedade brasileira e a de Roraima em particular, viu a atitude dos dois deputados: o que twittou e o que proibiu e repreendeu o que twittou.

E mais que isso: na Camara dos Deputados tem lugar para reuniões “secretas”? “Secreta” pq?. Tem alguma coisa a ser escondida?

Comunicação e Velocidade

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Waldir Costa Mateus é um economista roraimense descendente de índios, inteligente, honesto e de um sorriso fácil. Encontrei com ele e falamos muito sobre muitas coisas. Uma delas que ele lembrou foi que quando, na sua infância, vinha da maloca, com sua mãe, para Boa Vista, o transporte era o carro de boi. Boa Vista era uma cidadezinha acanhada e todos moravam no que hoje é o centro da cidade. A comunicação era boca-a-boca. Nem pensar em rádio, jornal, TV, nada. Nem bilhete se escrevia. Ele tem 56 anos. Não é tão velho. E comparamos aquela comunicação com a de hoje e associamos à velocidade. Tudo instantâneo, prático muito veloz. Quando o jornal escrito é vendido na rua, pela manhã, não traz mais novidade. Tudo vem pela Internet e principalmente pelo mundo virtual das redes sociais. Mas esse mundo da Internet é dominado por um público que tem menos de 40 anos. Quem tem mais que isso não domina esses veículos de comunicação do mundo virtual, veloz, crítico e prático. No Twitter 140 caracteres bastam para escrever tudo. E quem, com mais de 40, não se esforçar fica no canto olhando a vida passar.

PS. Como será o futuro nessa área?